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Mediador do conflito entre EUA e Irã, Paquistão diz que texto final do acordo de paz está finalizado

Premiê paquistanês Shehbaz Sharif afirma que o documento foi "acordado por ambas as partes"

Shehbaz Sharif (Foto: REUTERS/Tingshu Wang)
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247 - O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou nesta sexta-feira (12) que foi concluído o texto final de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã. Segundo ele, o documento já foi aceito por ambas as partes, e o governo paquistanês trabalha agora para definir os próximos procedimentos. As informações são do Metrópoles.

Em publicação na rede social X, Sharif declarou: "Podemos confirmar que um texto final, acordado por ambas as partes, do acordo de paz, foi alcançado. E o Paquistão está agora trabalhando em estreita colaboração com os dois lados para finalizar os próximos passos".

O Paquistão tem atuado como intermediário nas conversas entre Washington e Teerã, com o objetivo de facilitar o diálogo e evitar uma escalada do conflito no Oriente Médio. A expectativa é que novos detalhes sobre o entendimento sejam divulgados nos próximos dias.

Sinais contraditórios sobre as negociações

Também nesta sexta-feira (12), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o memorando de entendimento entre os dois países está próximo de ser concluído. Sem apresentar detalhes sobre os termos discutidos, o chanceler escreveu no X: "O Memorando de Entendimento de Islamabad nunca esteve tão próximo. [...] De acordo com nossa abordagem responsável e transparente, todos os detalhes serão compartilhados com o público no momento apropriado".

As declarações ocorreram após uma sequência de manifestações divergentes sobre o estágio das negociações. Na quinta-feira (11), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os pontos finais do acordo, "tanto em conceito quanto em detalhes", haviam recebido aprovação de todas as partes envolvidas. Horas antes, ele também havia ameaçado bombardear o Irã "com muita força", mas posteriormente recuou.

A versão apresentada por Trump foi contestada pela agência Fars, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Segundo o veículo, Teerã ainda não havia aprovado formalmente um texto de acordo com os Estados Unidos, alimentando dúvidas sobre a efetiva conclusão das negociações.

Trump volta a endurecer discurso

Nesta sexta-feira (12), Trump voltou a criticar o governo iraniano e colocou em dúvida a perspectiva de um entendimento imediato. Em publicação nas redes sociais, classificou autoridades iranianas como "pessoas muito desonrosas para negociar" e afirmou que não existe "negociação de boa-fé" por parte de Teerã.

O presidente também acusou o Irã de divulgar informações incorretas sobre as conversas e criticou veículos de comunicação por reproduzirem essas versões. "Os termos que o Irã vazou para a mídia fake news não têm nada a ver com os termos que foram acordados por escrito. O que eles disseram, incluindo sua declaração fraca e patética sobre ter um acordo, não tem nenhuma relação com a verdade", escreveu.

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