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Medvedev acusa EUA de usarem negociações com o Irã como fachada e ironiza: “Vamos ver o que acontece em 100 anos”

Ex-presidente russo contrapõe os 249 anos dos Estados Unidos aos mais de 2.500 anos do Império Persa em meio à escalada militar no Oriente Médio

Dimitry Medvedev (Foto: Reuters)

247 – O ex-presidente da Rússia Dmitry Medvedev afirmou que as negociações entre Estados Unidos e Irã foram “apenas uma fachada” e ironizou a duração histórica das duas nações em comentário publicado nas redes sociais, em meio à escalada militar envolvendo Teerã e Washington.

Na postagem, Medvedev escreveu: “O grupo de manutenção da paz está aprontando de novo. As negociações com o Irã foram apenas uma fachada. Todo mundo sabia disso.” A declaração sugere que, na avaliação do dirigente russo, as tratativas diplomáticas não passavam de um instrumento tático, enquanto a confrontação militar já estaria desenhada.

Crítica direta aos Estados Unidos

Em tom provocativo, Medvedev questionou a resistência histórica das potências envolvidas. “Então, quem tem mais paciência para esperar o triste fim do inimigo agora?”, escreveu, insinuando que o desfecho do confronto pode ser uma disputa de longo prazo.

O ex-presidente russo também comparou a idade dos Estados Unidos com a do antigo Império Persa. “Os EUA têm apenas 249 anos. O Império Persa foi fundado há mais de 2500 anos. Vamos ver o que acontece daqui a uns 100 anos...”, afirmou.

A referência histórica funciona como metáfora geopolítica, contrapondo a trajetória relativamente recente dos Estados Unidos à longa tradição civilizacional persa, hoje representada pelo Irã moderno. A mensagem sugere que a durabilidade histórica pode ser um fator de resiliência em conflitos prolongados.

Contexto de tensão regional

A manifestação de Medvedev ocorre no momento em que ataques militares dos Estados Unidos contra o Irã elevam a tensão no Oriente Médio e aprofundam o risco de uma guerra de grandes proporções. O comentário também dialoga com o ambiente de desconfiança em relação às negociações diplomáticas que vinham sendo retomadas antes da ofensiva.

Ao classificar as conversas como “fachada”, o dirigente russo reforça a narrativa de que a diplomacia teria sido utilizada apenas como instrumento temporário antes da ação militar. Sua ironia final — “Vamos ver o que acontece daqui a uns 100 anos...” — projeta o conflito para além do presente imediato, sugerindo que as consequências geopolíticas podem se estender por gerações.

A declaração amplia o tom de polarização internacional em torno do confronto entre Estados Unidos e Irã, indicando que o episódio já reverbera nas principais capitais globais e reacende disputas de influência no tabuleiro do Oriente Médio.

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