Netanyahu ameaça continuar agressões ao Irã: "Ainda há trabalho a ser feito"
Premiê de extrema-direita diz que ofensiva conjunta com os EUA ainda não concluiu seus objetivos
247 - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo (10) que as agressões conduzidas por Estados Unidos e Israel contra o Irã ainda não chegaram ao fim. Em entrevista à CBS News, ele disse que, apesar dos supostos “avanços militares”, a operação ainda não atingiu seus principais objetivos. "Ainda há trabalho a ser feito", completou o líder israelense, responsável pelo genocídio na Faixa de Gaza e massacres contra civis no Líbano e no país persa.
Segundo a RT Brasil, Netanyahu declarou que o conflito "deu resultados", mas ressaltou que ainda existem "elementos nucleares" em território iraniano que precisam ser removidos. "Ainda há material nuclear, urânio enriquecido, que deve ser retirado" e "ainda há instalações de enriquecimento que devem ser desmanteladas", afirmou o premiê. Ele acrescentou que também há forças apoiadas por Teerã e produção de mísseis balísticos em andamento.
Conversa com Trump
Ao comentar alternativas para a retirada do material nuclear do Irã, Netanyahu mencionou conversas com o mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o tema. "Não vou falar de meios militares, mas o que o presidente Trump me disse foi: 'Quero entrar ali'. E acredito que isso pode ser feito fisicamente", declarou. Segundo ele, caso haja um acordo para a retirada do urânio enriquecido, essa seria a melhor solução.
Netanyahu evitou estabelecer prazos para a conclusão das agressões e não detalhou cenários de retirada forçada caso não haja entendimento diplomático. "Não vou dar um calendário", afirmou, classificando a missão como "uma missão tremendamente importante".
Resposta iraniana
No mesmo dia, o porta-voz do Exército do Irã, general de brigada Akrami Nia, advertiu que novos ataques dos Estados Unidos e de Israel seriam respondidos com novas estratégias militares. Segundo ele, a reação iraniana poderia envolver "equipamentos mais avançados e novos", "métodos modernos de guerra" e "novos cenários de combate".
"A guerra entrará em âmbitos que o inimigo não previu nem considerou, e nesse aspecto podemos surpreendê-lo", declarou Akrami Nia.



