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Preço do petróleo supera US$ 100 com guerra no Oriente Médio pressionando energia global

Escalada da guerra no Oriente Médio pressiona oferta global e faz petróleo Brent superar US$ 100 pela primeira vez em quase quatro anos

Preço do petróleo supera US$ 100 com guerra no Oriente Médio pressionando energia global (Foto: Reuters)

247 - O preço do petróleo disparou no mercado internacional neste domingo (8), superando a marca de US$ 100 por barril pela primeira vez em quase quatro anos. Logo após a abertura das negociações, o barril do tipo Brent — referência global — chegou a ultrapassar US$ 110, refletindo a crescente preocupação de investidores com os impactos da guerra no Oriente Médio sobre o fornecimento mundial de energia.

Segundo reportagem do The New York Times, o movimento no mercado ocorre em meio ao temor de que o conflito afete o fluxo de petróleo e gás natural provenientes do Golfo Pérsico, região responsável por uma parcela significativa da produção global. A instabilidade levou também a uma queda nos contratos futuros das principais bolsas dos Estados Unidos antes da abertura do pregão de segunda-feira (9).

Os contratos futuros ligados aos índices S&P 500, Nasdaq Composite e Dow Jones Industrial Average registraram queda de aproximadamente 1,5% na noite de domingo (8), sinalizando a cautela dos investidores diante da alta abrupta nos preços da energia.

O salto nas cotações reflete principalmente as dificuldades de transporte na região do Estreito de Ormuz, passagem marítima situada na costa sul do Irã. O corredor estratégico permanece praticamente fechado há mais de uma semana, impedindo que petróleo e gás natural produzidos na região alcancem os mercados internacionais.

A importância do estreito para o abastecimento global é enorme: cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no mundo e grandes volumes de gás natural costumam atravessar diariamente essa rota marítima.

Apesar da escalada nos preços, o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, tentou reduzir as preocupações sobre uma possível crise prolongada de abastecimento. Em entrevista à CNN no domingo (8), ele afirmou: “Estamos vendo um pouco de prêmio de medo no mercado, mas o mundo não está com escassez de petróleo ou de gás natural hoje.”

Wright também avaliou que, mesmo no cenário mais negativo, a interrupção no transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz deve durar semanas, e não meses.

Nos Estados Unidos, os efeitos da alta do petróleo já começam a aparecer nos combustíveis. De acordo com dados do clube automotivo AAA, o preço médio nacional da gasolina comum subiu cerca de 16% desde o início do conflito, atingindo US$ 3,45 por galão. O diesel registrou aumento ainda mais expressivo, com alta aproximada de 22% no mesmo período.

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