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Putin foi convidado por Trump para Conselho de Paz sobre Gaza, diz Kremlin

Convite ao presidente russo ocorre enquanto Moscou avalia detalhes da iniciativa dos EUA para administrar a transição política na Faixa de Gaza

Vladimir Putin (Foto: Sergey Karpukhin/TASS)

247 - O governo da Rússia confirmou que o presidente Vladimir Putin recebeu um convite diplomático para integrar um novo Conselho de Paz voltado à resolução do conflito na Faixa de Gaza. A iniciativa faz parte de um plano mais amplo anunciado pelos Estados Unidos para administrar o território palestino em uma etapa posterior ao cessar-fogo entre Israel e o Hamas. As informações são da RT.

A informação foi divulgada pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. Segundo ele, Moscou ainda analisa os termos da proposta antes de avançar no diálogo com Washington. “Sim, é verdade, o presidente Putin também recebeu um convite diplomático para participar deste Conselho de Paz”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “Estamos analisando todos os detalhes desta proposta e esperamos entrar em contato com os Estados Unidos para esclarecer todos os pontos”.

O chamado Conselho de Paz foi anunciado pela Casa Branca como parte da segunda fase do plano de pacificação apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que atualmente ocupa o cargo. O projeto está ligado ao acordo firmado em 9 de outubro de 2025 entre representantes de Israel e do Hamas e prevê a criação de uma estrutura internacional para administrar o governo de Gaza durante o processo de estabilização.

Além de Putin, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi convidado por Donald Trump para integrar o colegiado. De acordo com informações já divulgadas pela Casa Branca, o órgão deve contar ainda com nomes como o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair, o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio e Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos.

Segundo a agência Bloomberg, que teve acesso a uma minuta do documento que descreve a criação do conselho, Washington estabeleceu que os países interessados em obter assento no órgão deverão contribuir com, no mínimo, US$ 1 bilhão. O texto também prevê que o presidente dos Estados Unidos será o primeiro a comandar o conselho, além de deter a prerrogativa de definir futuros convites para novos integrantes.

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