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Putin propõe a Trump plano para encerrar guerra no Irã

Diálogo entre Moscou e Washington ocorre em meio à escalada do conflito, que se expandiu no Oriente Médio

Donald Trump e Vladimir Putin no Alasca 15/8/2025 (Foto: Kevin Lamarque/Reuters)

247 - Os presidentes Vladimir Putin (Rússia) e Donald Trump (Estados Unidos) conversaram nesta segunda-feira (9) sobre a guerra envolvendo o Irã. O diálogo entre os dois líderes foi confirmado por Yury Ushakov, assessor do governo russo.

De acordo com Ushakov, as informações sobre a conversa foram divulgadas após o contato direto entre os presidentes, que discutiram possíveis caminhos para uma solução diplomática do conflito. O assessor afirmou que o tema central da conversa foi a busca por uma saída política para a crise que atinge o Oriente Médio.

Segundo o representante do Kremlin, o diálogo entre os dois chefes de Estado ocorreu em tom direto e construtivo. “Posso afirmar logo de início que a conversa foi objetiva, franca e construtiva, como costuma acontecer em diálogos entre líderes russos e americanos. O presidente russo expressou uma série de considerações visando uma resolução política e diplomática rápida do conflito iraniano”, declarou Ushakov.

O conflito teve início após os Estados Unidos iniciarem ataques contra o Irã no dia 28 de fevereiro. Durante as ofensivas, Ali Khamenei, que exercia o cargo de líder supremo do país, morreu. Após sua morte, o comando político e religioso do país passou para seu filho, Mojtaba Khamenei.

Dados divulgados pela Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, organização sediada nos Estados Unidos, apontam que mais de 1.200 civis morreram em território iraniano desde o início das hostilidades.

As tensões também se espalharam por outros países da região. O regime dos aiatolás lançou ataques contra Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.

O conflito ainda alcançou o Líbano, após o Hezbollah atacar o território israelense em resposta à morte de Ali Khamenei. Desde então, Israel tem conduzido operações aéreas no país vizinho, direcionadas a alvos que, segundo o governo israelense, estariam ligados ao Hezbollah.

As ofensivas no território libanês já deixaram centenas de mortos desde o início dessa nova fase da escalada militar na região.

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