Rússia alerta para risco de “pandemia de fascismo”
Declaração de Maria Zakharova liga revisionismo histórico a risco global de fascismo
247 - A Rússia alertou para o risco de uma “pandemia de fascismo” ao associar o revisionismo histórico promovido por países ocidentais ao crescimento do revanchismo global. A declaração foi feita pela porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova, ao comentar a distorção de fatos ligados à Segunda Guerra Mundial e suas consequências políticas.
Segundo informações da agência Prensa Latina, Zakharova respondeu a questionamentos da agência TASS sobre o aumento da falsificação histórica promovida pelo Ocidente. A diplomata destacou que o conceito de revanchismo não era plenamente compreendido durante sua juventude, mas passou a ganhar relevância diante do cenário atual.
Durante participação no Dia da Lembrança das Vítimas do Genocídio do Povo Soviético, Zakharova afirmou que alertas sobre o tema já existiam anteriormente. “Provavelmente aprendemos algo errado com o filme ‘Fascismo Ordinário’, porque havia ali um alerta: que de um pequeno bacilo pode crescer uma enorme e terrível pandemia de revanchismo praticamente histórico”, declarou.
A porta-voz ressaltou que, tanto na antiga União Soviética quanto na Rússia contemporânea, havia compreensão sobre o caráter negativo do revanchismo. No entanto, segundo ela, não era possível prever a expansão dessa ideia entre setores das elites ocidentais.
Zakharova também criticou tentativas de reinterpretar os resultados da Segunda Guerra Mundial. Para a diplomata, essas iniciativas revelam o verdadeiro significado do revanchismo contemporâneo. “Isso significa que eles não querem conviver com a ideia de que perderam, não querem admitir a vitória, não querem reconhecer, apesar do Tribunal de Nuremberg, apesar de todas as decisões consagradas na Carta da ONU, que existem países vitoriosos e que o nosso país ocupa um lugar central entre eles”, afirmou.
As declarações reforçam a posição de Moscou de que a disputa narrativa sobre a história da guerra segue sendo um ponto central nas tensões políticas atuais entre Rússia e países ocidentais.


