Soldados estadunidenses começam a morrer em consequência da agressão de Trump ao Irã
Reação iraniana é mais forte do que se previa – e provoca baixas nas forças armadas estadunidenses
247 – Três soldados dos Estados Unidos morreram e outros cinco ficaram gravemente feridos no conflito em curso contra o Irã, informou o US Central Command (CENTCOM) neste domingo. As informações foram divulgadas inicialmente pelo jornal The Times of Israel. Trata-se das primeiras baixas oficialmente confirmadas pelas forças americanas desde o início da ofensiva conjunta entre Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos.
A escalada militar ocorre após bombardeios massivos lançados por Washington e Tel Aviv contra o território iraniano no sábado, incluindo ataques que resultaram na morte do líder supremo do Irã. As operações continuaram no domingo, enquanto Teerã ampliava sua retaliação contra instalações militares americanas no Oriente Médio e também contra Israel.
Em nota, o CENTCOM afirmou que não divulgará detalhes adicionais sobre as circunstâncias das mortes neste momento. “A situação é fluida, por isso, em respeito às famílias, reteremos informações adicionais, incluindo as identidades de nossos guerreiros caídos, até 24 horas após os parentes mais próximos serem notificados”, declarou o comando militar.
Além dos mortos e dos cinco feridos graves, o CENTCOM informou que “Vários outros sofreram ferimentos leves por estilhaços e concussões e estão em processo de retorno ao serviço”, acrescentando que “as principais operações de combate continuam e nosso esforço de resposta está em andamento”.
Porta-aviões não foi atingido, diz comando
O comando americano também negou alegações do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã de que o porta-aviões USS Abraham Lincoln teria sido atingido por mísseis balísticos. “O Lincoln não foi atingido. Os mísseis lançados sequer chegaram perto”, afirmou o CENTCOM. Segundo a nota, “O Lincoln continua lançando aeronaves em apoio à campanha incansável do CENTCOM para defender o povo americano, eliminando ameaças do regime iraniano”.
Separadamente, o comando confirmou o uso de bombardeiros furtivos B-2 em ataques contra instalações subterrâneas de mísseis balísticos iranianos. “Na noite passada, bombardeiros furtivos B-2 dos EUA, armados com bombas de 2.000 libras, atingiram instalações fortificadas de mísseis balísticos do Irã”, informou.
Um funcionário de defesa dos Estados Unidos declarou à Fox News que quatro bombardeiros B-2 decolaram do território americano e realizaram voos de ida e volta para lançar “dezenas de bombas de 2.000 libras sobre instalações subterrâneas de mísseis balísticos no Irã”.
Retaliação iraniana atinge vários países do Golfo
Nas últimas 24 horas, o Irã lançou mísseis balísticos e drones contra instalações militares americanas na região, além de disparos contra Israel, que deixaram dez mortos e dezenas de feridos. Países do Golfo também foram atingidos por ataques que tiveram como alvo bases militares e infraestrutura civil.
A Arábia Saudita interceptou mísseis direcionados ao aeroporto internacional de Riad e à base aérea Prince Sultan, que abriga militares americanos. Segundo fonte ouvida pela AFP, “As defesas aéreas interceptaram com sucesso mísseis iranianos perto do aeroporto de Riad e da base aérea Prince Sultan na tarde de domingo”, sem registro de vítimas ou danos materiais.
Moradores relataram explosões em Dubai, Doha, Manama e Omã. Nos Emirados Árabes Unidos, destroços de um drone interceptado atingiram um complexo em Abu Dhabi que abriga a embaixada de Israel e outras missões internacionais, provocando ferimentos leves em uma mulher e seu filho.
O aeroporto internacional de Dubai, o hotel Burj Al Arab e a ilha artificial Palm Jumeirah sofreram danos durante a madrugada, assim como o aeroporto de Abu Dhabi. No porto de Jebel Ali, um incêndio foi registrado após a queda de destroços de um míssil interceptado.
Em Omã, dois drones atingiram o porto comercial de Duqm, deixando um trabalhador ferido. Já no Catar, o Ministério do Interior informou que combatia um incêndio limitado em uma zona industrial após a queda de destroços de um míssil.
Decisão de Trump amplia conflito
O presidente Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, declarou que o objetivo da campanha militar é destruir a capacidade militar do Irã e também indicou que a mudança de regime está entre as metas estratégicas. Segundo reportagem do Washington Post, o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman teria feito múltiplas ligações privadas a Trump nas últimas semanas defendendo um ataque americano, apesar do discurso público favorável a uma solução diplomática.
À medida que os confrontos se intensificam, o impacto regional se amplia, afetando aeroportos estratégicos e rotas comerciais. A companhia Air France-KLM cancelou voos para Dubai, Dammam e Riad previstos para o fim de semana, enquanto monitora a evolução da crise.
Com a confirmação das primeiras mortes de militares americanos, o conflito entra em uma nova fase, marcada por baixas diretas nas forças dos Estados Unidos e por uma resposta iraniana mais ampla e coordenada do que inicialmente previsto.


