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Trump afirma que "grande onda" contra o Irã ainda está por vir

Presidente dos Estados Unidos diz que ofensiva contra o Irã inclui incitar a população persa contra o governo local

Donald Trump (Foto: Reuters/Elizabeth Frantz)

247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (2) que a ação militar norte-americana contra o Irã está apenas no início e que uma “grande onda” de ataques ainda será lançada. Em entrevista telefônica à CNN, ele afirmou que as forças americanas estão “detonando” o país persa e avaliou que a operação “está indo muito bem”. 

Durante a conversa com o jornalista Jake Tapper, Trump adotou um tom enfático ao comentar o desempenho das Forças Armadas dos EUA. “Estamos detonando eles”, disse. “Acho que está indo muito bem. É muito poderoso. Temos o maior Exército do mundo e estamos usando".

Ao abordar a possível duração do conflito, o presidente dos Estados Unidos indicou que a expectativa inicial era de um confronto relativamente curto. “Não quero ver isso se prolongar por muito tempo. Sempre pensei que seriam quatro semanas. E estamos um pouco adiantados no cronograma”, afirmou.

Questionado sobre eventuais medidas além da ofensiva militar para incitar a população iraniana contra o governo local, Trump respondeu de forma direta: “Sim”. Em seguida, acrescentou: “Estamos, de fato. Mas agora queremos que todos fiquem em casa. Não é seguro lá fora".

Ele também sinalizou que os ataques devem se intensificar. “Nós nem começamos a atingi-los com força. A grande onda ainda não aconteceu. A grande está chegando em breve”, declarou.

Entre os pontos que classificou como surpresa no conflito está a reação de países árabes da região. Segundo Trump, o Irã lançou ataques contra Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos. “Ficamos surpresos”, afirmou. “Dissemos a eles: ‘nós cuidamos disso’, e agora eles querem lutar. E estão lutando agressivamente. Eles teriam um envolvimento muito pequeno e agora insistem em se envolver".

Sobre os líderes árabes, o presidente disse: “Eu conheço essas pessoas. Eles são duros e inteligentes". Ele relatou ainda que ataques iranianos contra alvos civis nesses países provocaram indignação. “Eles atiraram contra um hotel, atiraram contra um prédio de apartamentos. Isso só os deixou com raiva. Eles nos amam, mas estavam observando. Não havia motivo para se envolverem". Para Trump, “essa foi provavelmente a maior surpresa”.

O presidente voltou a mencionar o programa nuclear iraniano como fator central da instabilidade regional. “É preciso entender que eles viviam sob essa nuvem escura há anos. Por isso nunca foi possível ter paz”, declarou.

Ao comentar a situação interna do Irã após os primeiros bombardeios, Trump afirmou que houve perdas significativas na cúpula iraniana. “Perderam muito em termos de liderança”, disse. “Quarenta e nove pessoas. Foi um ataque impressionante". Segundo ele, os dirigentes iranianos “ficaram um pouco arrogantes” ao se reunirem em um único local. “Eles acharam que eram indetectáveis. Não eram indetectáveis. Ficamos chocados com isso".

O presidente dos Estados Unidos afirmou que há incerteza sobre quem está atualmente no comando do país. “Não sabemos quem é a liderança. Não sabemos quem eles vão escolher. Talvez tenham sorte e escolham alguém que saiba o que está fazendo". Em outro momento, acrescentou: “Nem eles sabem quem está liderando agora". E reforçou: “Eliminamos 49 líderes iranianos. Esses eram os líderes, e alguns estavam sendo considerados. Mas, com mais de quatro dúzias mortos, não sabemos quem está liderando o país agora. Eles não sabem quem está liderando".

Trump também relatou tentativas frustradas de negociação. “Não conseguimos fechar um acordo com essas pessoas”, afirmou. Segundo ele, a cada nova proposta apresentada, havia recuos em relação a compromissos anteriores. O presidente disse que Teerã se recusou a encerrar o enriquecimento de urânio. “Eles tinham todo aquele material enriquecido. Pensaram em refazer lá, mas estava em tão más condições que a montanha basicamente desabou”, declarou.

Ao defender a estratégia militar adotada, Trump foi categórico: “Esse é o caminho” para lidar com o Irã. “Não precisamos nos preocupar com acordos". Ele mencionou o histórico de conflitos envolvendo o país desde a Revolução de 1979 e afirmou ter solicitado um levantamento de ataques atribuídos ao Irã ou a grupos apoiados por Teerã. “Ao longo dos últimos 47 anos. Eu disse: ‘me deem todos os ataques’. Se eu contasse todos, ainda estaria falando”, afirmou.

O presidente relembrou ações anteriores de seu governo, como a morte do general iraniano Qasem Soleimani, em janeiro de 2020. “Eliminamos Soleimani da última vez”, disse, classificando-o como “um general incrivelmente violento e cruel”. Segundo Trump, aquele ataque “foi um grande movimento” e acrescentou: “Se isso não tivesse acontecido, talvez você não tivesse Israel hoje. Israel talvez não existisse".

Ele citou ainda a operação “Midnight Hammer”, referindo-se aos ataques de junho de 2025 contra instalações nucleares iranianas. “Foi muito importante”, afirmou. “Eles estavam a um mês de ter uma arma nuclear".

Trump também criticou o acordo nuclear firmado durante o governo do ex-presidente Barack Obama. “Era o acordo nuclear com o Irã porque dava todo o poder ao Irã. Eles teriam uma arma nuclear há três ou quatro anos. Teriam usado contra Israel. Talvez tivessem usado contra nós". E concluiu: “Aquele acordo era tão ruim que era um caminho para a bomba".

Ao final da entrevista, o presidente dos Estados Unidos reiterou sua avaliação positiva da ofensiva. “Então está indo bem”, afirmou antes de encerrar a ligação.

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