Trump evita comentar sobre possível ajuda da Rússia ao Irã
"Que pergunta estúpida para se fazer neste momento", disse o presidente dos EUA ao ser questionado sobre o assunto
247 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou comentar nesta sexta-feira (6) questionamentos sobre reportagens que indicam que a Rússia poderia estar fornecendo ao Irã informações sobre a movimentação de tropas, navios e aeronaves estadunidenses. Durante um evento na Casa Branca sobre esportes universitários, Trump disse ao ser indagado sobre o assunto: "Que pergunta estúpida para se fazer neste momento. Estamos falando de outra coisa". As informações são da CNN Brasil.
Questionado sobre a mesma questão, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que o presidente "está bem ciente de quem está falando com quem". Ele acrescentou: "Estamos monitorando tudo. E qualquer coisa que não deva estar acontecendo, seja publicamente ou por canais paralelos, está sendo confrontada, e confrontada com firmeza".
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que a possibilidade de a Rússia compartilhar informações de inteligência com o Irã "claramente não está fazendo diferença" nas operações militares. "Claramente, isso não está fazendo diferença alguma em relação às operações militares no Irã, porque estamos dizimando-os completamente", afirmou.
Contexto do conflito
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma série de agressões contra o Irã. O governo do país persa respondeu atingindo países do Oriente Médio que abrigam bases estadunidenses, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, foi assassinado pelos ataques estadunidenses e israelenses. Em reação, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou que o país considera responder às agressões como "direito e dever legítimo".
Trump reagiu ameaçando o Irã: "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". Segundo ele, os ataques continuarão "ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de paz em todo o Oriente Médio e, de fato, no mundo".


