Trump volta a ameaçar o Irã antes de negociações de paz: 'só estão vivos para negociar'
Presidente dos Estados Unidos condiciona acordo de cessar-fogo à boa-fé iraniana e volta a ameaçar o país persa com nova ação militar
247 - Às vésperas de negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra Teerã ao afirmar que o país “só está vivo hoje para negociar”, enquanto condiciona o avanço do diálogo à disposição iraniana de agir de boa-fé nas tratativas previstas no Paquistão.
De acordo com a CBN, Trump também fez novas ameaças ao indicar que o Exército estadunidense está “carregando os navios com as melhores munições” caso as negociações fracassem, reforçando a estratégia de pressão antes do início das conversas.
Pressão dos EUA e expectativa por negociação
As reuniões entre representantes dos dois países devem começar neste sábado, com a comitiva americana sendo liderada pelo vice-presidente JD Vance. Em declaração nesta sexta-feira (10), ele demonstrou otimismo cauteloso, mas manteve o tom de alerta.
“Estamos ansiosos pela negociação. Acho que será positiva. Veremos, é claro, como disse o presidente dos Estados Unidos, se os iranianos estiverem dispostos a negociar de boa fé, e certamente estaremos dispostos a estender a mão. Se eles tentarem nos enganar, descobrirão que a equipe de negociação não é tão receptiva”, disse.
Condição iraniana envolve cessar-fogo no Líbano
O governo iraniano, por sua vez, estabeleceu uma exigência para o avanço das tratativas. Teerã defende que um cessar-fogo no Líbano seja implementado antes da continuidade das negociações. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Qalibaf, afirmou pela rede social X que esse compromisso já teria sido acordado com os Estados Unidos e advertiu que o diálogo não começará até que a trégua seja cumprida.
Conflito regional agrava cenário diplomático
A situação no Líbano permanece crítica diante dos ataques das Forças Armadas de Israel em áreas associadas ao Hezbollah. Um bombardeio contra um prédio governamental deixou 13 agentes de segurança libaneses mortos nesta sexta-feira. Apesar disso, o governo do país declarou que não recuará na defesa de sua soberania.
As negociações ocorrem após um cessar-fogo anunciado na terça-feira (7), que prevê uma pausa de duas semanas nos ataques realizados por Estados Unidos e Israel. Em contrapartida, o Irã se comprometeu a reabrir o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo, que segue praticamente bloqueada.
Segundo o governo iraniano, o conflito, que já dura quase seis semanas, provocou a morte de mais de 3 mil pessoas no país, ampliando a pressão internacional por uma solução diplomática.


