Vance se torna o vice-presidente mais impopular da história dos EUA, diz CNN
Levantamento mostra queda de 21 pontos na aprovação e críticas ao foco internacional do governo Trump
247 - A popularidade do vice-presidente dos Estados Unidos, James D. Vance, atingiu o nível mais baixo já registrado para o cargo, segundo levantamento divulgado pela CNN. A pesquisa aponta uma queda de 21 pontos percentuais desde o início do mandato, em janeiro de 2025, e revela crescente insatisfação dos norte-americanos com as prioridades do governo do presidente Donald Trump, considerado excessivamente voltado para questões internacionais.
De acordo com dados apresentados pela emissora norte-americana CNN, a avaliação de Vance passou de um saldo positivo de 3% para um índice negativo de 18%. O analista político Harry Enten destacou que o desempenho coloca o atual vice-presidente como o mais impopular da história recente dos Estados Unidos.
Segundo Enten, "J.D. Vance não está em seu melhor momento", acrescentando que a trajetória da aprovação segue "na direção errada". A comparação com outros ocupantes do cargo reforça a dimensão da queda: Dick Cheney registrou crescimento de 37 pontos em período semelhante, enquanto Kamala Harris teve recuo de 13 pontos, bem inferior ao observado atualmente.
Além da avaliação negativa do vice-presidente, a pesquisa evidencia uma percepção crítica em relação ao conjunto da administração. Cerca de 60% dos entrevistados afirmam que o governo dedica pouca atenção a temas internos, enquanto 58% consideram que há foco excessivo em assuntos internacionais.
A análise da CNN aponta que há uma percepção generalizada de que a presidência de Donald Trump, em seu atual mandato, tem deixado de priorizar questões domésticas consideradas centrais para a população. Esse cenário contribui para o desgaste político tanto do presidente quanto de seu vice.
Um dos episódios citados como exemplo desse descontentamento ocorreu durante uma viagem de Vance à Hungria. Em um evento político em Budapeste, o vice-presidente telefonou ao presidente Trump diante do público e elogiou o primeiro-ministro Viktor Orbán, chamando-o de "um homem fantástico".
Durante a ligação transmitida ao vivo, Trump declarou que aprecia a Hungria e manifestou admiração pelo líder húngaro. Para comentaristas da CNN, o episódio reforçou críticas internas de que a administração norte-americana estaria excessivamente voltada para pautas internacionais, em detrimento de questões domésticas.


