Copasa diz que privatização ainda depende de aval interno e mercado
Companhia afirma que follow-on aprovado pelo TCE-MG segue condicionado a novas autorizações, contratos definitivos e cenário econômico
247 - A Copasa informou nesta segunda-feira (18) que a eventual oferta subsequente de ações, conhecida como follow-on, prevista no processo de privatização da companhia, ainda depende de novas etapas antes de ser efetivamente realizada. A operação segue condicionada a aprovações internas, aval de credores, assinatura de contratos definitivos e às condições macroeconômicas e de mercado.
Em fato relevante, a companhia afirmou que a concretização da oferta exige “a obtenção das aprovações aplicáveis (inclusive societárias e de credores), as condições macroeconômicas e de mercado, a celebração dos contratos definitivos e o cumprimento dos procedimentos previstos na regulamentação vigente”.
A manifestação ocorreu após o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) autorizar o prosseguimento da potencial oferta pública subsequente de ações da Copasa. A decisão, porém, não representa liberação irrestrita da operação: o tribunal determinou que o processo permaneça sob fiscalização e cumpra condicionantes estabelecidas pelo órgão.
Em 16 de abril, o TCE-MG havia permitido apenas o avanço das fases iniciais do processo, sem autorizar a venda de ações na bolsa. A nova decisão abre caminho para a continuidade da estruturação da operação, mas mantém a privatização dependente de procedimentos regulatórios e societários.
Enquanto aguardava a avaliação final do tribunal, o governo de Minas Gerais iniciou o credenciamento de interessados em atuar como investidores estratégicos na operação. Segundo fontes citadas pela reportagem, Aegea e Sabesp participaram dessa etapa.
O credenciamento, embora obrigatório, não obriga os participantes a apresentarem uma proposta firme pela aquisição de participação na companhia. A estrutura em análise prevê a possibilidade de compra de até 30% da Copasa.
No mercado, a estimativa é que a operação possa movimentar entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões, caso avance até a etapa de oferta de ações. O cronograma, no entanto, continuará sujeito ao cumprimento das exigências regulatórias, à aprovação das instâncias competentes e ao ambiente financeiro no momento da eventual realização do follow-on.



