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Contra os interesses do Brasil, Zema diz querer vender Petrobras "o quanto antes" caso seja eleito

Pré-candidato do Novo ao Planalto também disse que pretende rever programas sociais

Romeu Zema (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)

247 - O ex-governador de Minas Gerais pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema, do Novo, afirmou nesta terça-feira (4), que pretende privatizar a Petrobras “o quanto antes” caso seja eleito. Segundo o Estadão Conteúdo, Zema defendeu um plano amplo de privatizações, com a venda de empresas públicas que “faturam”, enquanto agências públicas ficariam fora do processo.

De acordo com Zema, a venda de estatais que geram receita seria usada para reduzir a dívida pública “Nós vamos botar tudo para vender”, afirmou. “Vou usar esses recursos para quitar a dívida. A dívida vai cair para menos da metade e a taxa de juros vai cair mais ainda”, declarou.

Privatização da Petrobras dependeria do Congresso

Zema afirmou que a eventual privatização da Petrobras dependeria de uma articulação política favorável no Congresso Nacional. Segundo ele, ainda não há previsão sobre quando o processo poderia começar, caso seja eleito, justamente porque a iniciativa exigiria apoio dos parlamentares.

O ex-governador citou a própria experiência no Executivo estadual para defender sua agenda de privatizações. Ele afirmou que sua gestão “privatizou centenas de empresas e subsidiárias” da Cemig e conseguiu aprovar a privatização da Copasa, companhia de saneamento de Minas Gerais. De acordo com Zema, entre as grandes privatizações no estado, ficou pendente apenas a Cemig.

Zema defende nova reforma da Previdência

Além da Petrobras e de outras estatais, Zema disse considerar necessária uma nova reforma da Previdência no Brasil. Segundo ele, a reforma aprovada em 2019 já não seria suficiente diante do aumento da expectativa de vida.

O pré-candidato afirmou que o tempo de contribuição precisará subir e disse que, a depender dos cálculos atuais, a idade mínima também poderá ser elevada. A proposta, segundo ele, faria parte de uma revisão mais ampla das contas públicas.

Programas sociais também estão na mira

Zema também afirmou que pretende rever programas sociais. Ele disse considerar essas políticas importantes para quem realmente precisa, mas alegou haver fraudes e pessoas aptas ao trabalho recebendo benefícios sem necessidade. “Tem muita fraude e muito ‘marmanjão’ vivendo aí, assistindo série na TV e jogando videogame o dia inteiro”, disse.

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