Haddad explica por que Lula deve ser reeleito em 2026: só ele dialoga com o mundo
Ministro da Fazenda diz que a geopolítica será o grande desafio e afirma que a oposição repete uma agenda “tacanha” e sem capacidade de projetar o Brasil
247 – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou que a geopolítica será o principal desafio do futuro e defendeu que o presidente Lula é, hoje, o único líder brasileiro com condições de inserir o Brasil na nova ordem global.
A declaração foi dada em entrevista ao UOL e repercutida pelo InfoMoney. Haddad exaltou a atuação internacional do presidente e sustentou que a agenda externa se tornou o eixo decisivo para qualquer projeto nacional que pretenda reposicionar o País no mundo.
“Na minha opinião, o grande tema está diante da nova geopolítica internacional. Como vamos nos inserir nessa nova ordem mundial? Penso que o Lula tem condições de dar uma resposta a isso”, disse o ministro.
Geopolítica como teste de liderança
Na avaliação de Haddad, a disputa por espaço e influência no cenário global impõe ao Brasil uma escolha estratégica: ou se adapta à reorganização em curso, ou aceita um papel periférico.
Ao colocar a “nova geopolítica internacional” no centro do debate, o ministro sinalizou que temas como comércio, alianças, investimentos e presença diplomática tendem a pesar mais no futuro do que promessas domésticas repetidas sem conexão com o mundo real.
Críticas à oposição e à “velha agenda”
Sem citar nomes, Haddad também criticou adversários potenciais do presidente na corrida de 2026. Ele classificou como limitada a visão de mundo de governadores e possíveis postulantes e afirmou que faltaria “traquejo” para enfrentar o desafio internacional.
“É aquela velha agenda, vender estatal e congelar o salário mínimo. E é isso que eu vejo da parte desses governadores”, afirmou.
Para o ministro, esse tipo de programa não se sustenta como projeto nacional em um cenário internacional mais duro e competitivo.
“Essa agenda não vai para frente como projeto de país. Eu não vejo, da parte da oposição, ninguém que consiga transcender sequer à divisa do próprio estado”, concluiu.
Reeleição em 2026 e o argumento central
Ao amarrar o debate eleitoral ao papel do Brasil no mundo, Haddad apresentou um argumento político direto: a capacidade de dialogar internacionalmente, negociar e propor caminhos para o País se posicionar na nova ordem global seria um fator decisivo para 2026.
Nesse raciocínio, a reeleição do presidente Lula apareceria como continuidade de uma política externa ativa e de um governo que, segundo Haddad, teria condições de dar uma resposta concreta às pressões e oportunidades trazidas pela reorganização geopolítica.


