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Na abertura do ano legislativo, Motta defende emendas e Alcolumbre diz que não será omisso

Presidentes da Câmara e do Senado discursaram ao lado do presidente do STF, Edson Fachin, com todos pregando respeito à independência institucional

Edson Fachin, Davi Alcolumbre e Hugo Motta (Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados)

247 - Os presidentes das casas legislativas abriram os trabalhos de 2026 nesta segunda-feira (2) em cerimônia no plenário da Câmara dos Deputados. Ao discursar, o presidente da Câmara, Hugo Motta, defendeu a prerrogativa do Congresso de destinar emendas parlamentares. Segundo ele, o mecanismo, alvo de investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) por supostas irregularidades, é necessário. 

Motta disse que, na maioria das vezes, a questão não alcança "os olhos do poder público" e os recursos não chegam aos "rincões" do Brasil. Ele também pregou harmonia com algumas agendas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que a PEC da Segurança Pública será analisada logo após o feriado de Carnaval. "Essa casa tem um compromisso com essa PEC", frisou. 

"Devemos acelerar o debate sobre a PEC 6x1 com equilíbrio e responsabilidade ouvindo trabalhadores e empregadores", disse Motta, destacando ainda que dará celeridade ao processo de aprovação do acordo comercial Mercosul-União Europeia. 

Ao mesmo tempo, Motta destacou que sua gestão será pautada pelo "compromisso com a democracia" e que se dedicará a "estar em sintonia com as ruas".

Ele foi enfático ao declarar que "o plenário é soberano e independente". "Atuando sempre com independência e com harmonia entre os poderes", disse.

Davi Alcolumbre

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, fez questão de destacar que a democracia não será derrotada em 2026. "Mais uma vez a democracia demonstrará sua força", afirmou, pregando por diálogo e "paz". 

Alcolumbre também enviou um recado indireto ao STF, ao assegurar que os parlamentares não se omitirão diante de irregularidades que venham a surgir em outras esferas do poder. A declaração surge em meio ao escândalo do Banco Master e a possível implicação de ministros do STF em denúncias. 

Ele pregou a "paz entre os poderes, mas defender a paz nunca foi e nunca será sinônimo de omissão", disse. "Assumo o compromisso de não ampliar conflitos", emendou Alcolumbre. 

"Exercerei as atribuições com independencia, cada poder tem sua função e seu papel", finalizou. 

Fachin

O presidente do STF, Edson Fachin, afirmou que é natural da democracia que surjam divergências e que essas devem ser respeitadas. 

"A diversidade de posições é a essência da democracia. Diferentes valores podem ser acomodados e viver em paz desde que respeitem a Constituição", disse. 

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