Operação da PF que investiga vazamento de dados de ministros do STF gera reações e críticas entre parlamentares
Parlamentares cobram limites e transparência em apurações envolvendo membros da Corte e familiares das autoridades
247 - A operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes para investigar suspeitas de vazamento de dados ligados a membros do Supremo Tribunal Federal (STF) provocou reação de parlamentares no Congresso Nacional. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) criticou a investigação, afirmando que "combater vazamentos e venda de dados sigilosos é importante, mas não deve servir como cortina de fumaça para ocultar patrimônios injustificados ou crimes praticados por figuras importantes da República". As informações são do jornal Folha de São Paulo.
A medida ordenada por Alexandre de Moraes foi executada na terça-feira (17) pela Polícia Federal, com cumprimento de mandados de busca e apreensão contra servidores públicos da Receita Federal do Brasil nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Os investigados por acessar informações fiscais de forma irregular são: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes.
Entre as manifestações de políticos, o deputado federal bolsonarista Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que Moraes "abriu inquérito por conta própria para proteger interesses pessoais e de familiares, usando o STF como escudo". O parlamentar de extrema direita complementou: "Isso não é justiça, é abuso de poder. Juiz não pode ser vítima, investigador e julgador ao mesmo tempo."
A apuração da Polícia Federal ocorre em meio a tensão institucional entre Poderes e órgãos públicos, com desdobramentos relacionados à crise provocada pela liquidação do Banco Master. O tema ampliou a pressão política sobre investigações envolvendo movimentações financeiras e patrimônio de autoridades.


