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Após ação contra Jaques Wagner, Lindbergh defende autonomia da PF e denuncia que Bolsonaro tentou interferir na corporação

'No governo do presidente Lula, a Polícia Federal tem independência para investigar qualquer pessoa. Não existe blindagem', avaliou o deputado do PT

Lindbergh Farias, Jaques Wagner, Eduardo, Jair, Flávio Bolsonaro e um agente da PF (Foto: Agência Câmara I Reprodução/Redes Sociais I Divulgação)
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247 - O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou nesta quinta-feira (18) que a Polícia Federal tem autonomia para investigar e denunciou que o governo Jair Bolsonaro (PL) tentou interferir na corporação. Em postagem na rede social X, o petista comentou a nova ação da corporação contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), acusado de ter defendido interesses do Banco Master no Congresso e, em troca, teria recebido vantagens indevidas — como um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões, e repasses a empresas ligadas a familiares do parlamentar.

"Flávio Bolsonaro, a investigação envolvendo Jaques Wagner demonstra exatamente a diferença entre uma polícia de Estado e uma polícia de governo. No governo do presidente Lula, a PF tem autonomia para investigar qualquer pessoa. Não existe blindagem, investigação seletiva ou perseguição política: todos devem responder perante a lei, doa a quem doer, sempre com respeito à presunção de inocência, ao contraditório e à ampla defesa", afirmou Lindbergh.

O deputado do Partido dos Trabalhadores também sustentou que o campo governista não deve proteger eventuais irregularidades. Ao mesmo tempo, voltou a acusar Bolsonaro de tentar usar o comando da Polícia Federal para conter apurações relacionadas à própria família.

"Não temos compromisso com o erro. Se alguém cometeu irregularidade, deve ser investigado e responder pelos seus atos. A diferença é que, no nosso governo, a PF trabalha com independência. Já Bolsonaro tentou interferir na instituição para proteger a própria família, episódio que levou à saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça em meio às investigações envolvendo você, Flávio, no caso das rachadinhas", acrescentou.

De acordo com o deputado, o "próprio Jair Bolsonaro revelou a lógica do seu governo quando disse que trocaria quem fosse necessário porque não deixaria a PF 'foder a família' dele". "Esse é o contraste: com Lula, a PF investiga com autonomia; com Bolsonaro, houve interferência para blindar você", escreveu o petista.

A nova frente de desgaste político envolve também Jaques Wagner, um dos principais articuladores do governo no Senado. O parlamentar negou ter recebido vantagens indevidas relacionadas ao Banco Master e afirmou que recebeu solidariedade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por telefone, após a busca e apreensão realizada na Operação Compliance Zero.

Em entrevista à BandNews TV, Wagner negou envolvimento financeiro com o banco. "Nunca recebi dinheiro do Banco Master", afirmou.

Dark Horse

Na mesma publicação, Lindbergh dirigiu uma cobrança direta ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. O deputado questionou o parlamentar sobre valores ligados a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, em meio às revelações sobre as relações políticas e financeiras em torno do banco.

"Agora, a pergunta que não quer calar: quando você irá explicar os 61 milhões de reais que tomou do Vorcaro?", questionou Lindbergh em referência ao valor repassado para ser investido no filme Dark Horse, retrato biográfico de Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos de prisão no inquérito da trama golpista. O ex-mandatário cumpre prisão domiciliar.

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