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Governo busca quórum elevado no Senado para garantir aprovação de Messias ao STF

Palácio do Planalto também promoveu alterações na CCJ para garantir a aprovação do indicado do presidente Lula

Presidente Lula indica Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

247 - O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou articulações para garantir a aprovação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), adotando mudanças na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e mobilizando senadores para assegurar quórum elevado na votação, segundo Malu Gaspar, do jornal O Globo.

A estratégia inclui substituições de parlamentares na comissão, controle de ausências e ações políticas para evitar constrangimentos na sabatina e reduzir o risco de rejeição do indicado no plenário do Senado.

Estratégia para garantir votos no Senado

Messias precisa de pelo menos 41 votos favoráveis para ser confirmado ao STF, independentemente do número de senadores presentes. Aliados do governo avaliam que a margem será apertada e consideram essencial garantir a presença de um número elevado de parlamentares.

Um aliado do indicado afirmou que o sucesso da aprovação depende diretamente do quórum. “Só dá para Messias ser aprovado com quórum alto, isso é, acima de 66 senadores. Do contrário, corre-se o risco de não atingir 41 votos”, declarou.

A mobilização já provocou mudanças na agenda de senadores. O parlamentar Paulo Paim (PT-RS), por exemplo, decidiu adiar uma cirurgia considerada urgente para participar da votação. “Estarei no plenário nem que seja de cadeira de rodas”, afirmou.

Mudanças na CCJ e cálculo político

Entre as medidas adotadas pelo governo está a substituição do senador Sergio Moro (PL-PR), crítico da indicação, por Renan Filho (MDB-AL) na CCJ. Também houve alteração na posição de Alessandro Vieira (MDB-SE), que passou a ocupar uma suplência menos relevante.

Essas mudanças têm como objetivo fortalecer a base governista na comissão e garantir um resultado favorável já na primeira etapa da votação. A expectativa é que Messias obtenha ao menos 16 votos entre os 27 integrantes da CCJ.

Nos bastidores, o resultado da comissão é visto como um indicador do ambiente político. Um auxiliar do Senado avaliou que uma eventual derrota nessa fase poderia ampliar a pressão sobre o governo. “Se Messias perde na CCJ, se cria um caos político que pode contaminar o placar do plenário e elevar o ‘custo da ajuda’”, disse.

Disputa política e resistência no Senado

Mesmo com intensa articulação, o governo enfrenta resistência. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), é apontado como um dos principais opositores à indicação e preferia outro nome para o cargo.

Nos bastidores, aliados avaliam que o comando do Senado pode influenciar o resultado, seja por meio de estímulo à abstenção ou facilitação de ausências. Um interlocutor afirmou que a disputa representa um teste de força entre o Executivo e o Legislativo.

Enquanto isso, Messias já se reuniu com mais de 75 senadores em busca de apoio, incluindo integrantes da oposição. Ainda assim, enfrenta questionamentos sobre sua trajetória e posições, especialmente entre parlamentares alinhados ao bolsonarismo, que prometem uma sabatina rigorosa.

A votação ocorre em um cenário de forte polarização e intensa negociação política, em que cada voto pode ser decisivo para definir o futuro da indicação ao Supremo Tribunal Federal.

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