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Jaques Wagner cita áudios e cobra explicações de Flávio Bolsonaro

Senador do PT repercute gravações divulgadas pelo Intercept e menciona pedido para filme sobre Jair Bolsonaro

Jaques Wagner (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)
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247 - O senador Jaques Wagner (PT-BA) levou ao Plenário do Senado, nesta quarta-feira (13), as revelações publicadas pelo site Intercept sobre conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Segundo o parlamentar, os diálogos mencionam um pedido de R$ 134 milhões para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro (PL), além de indicarem proximidade entre o filho do ex-presidente e o banqueiro. Os relatos dos parlamentares foram publicados na Agência Senado. 

Durante o pronunciamento, Wagner afirmou que o conteúdo dos áudios reforça questionamentos sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. O senador também respondeu a críticas feitas pela oposição sobre supostos vínculos entre o PT e o Banco Master, negando qualquer participação do governo da Bahia na expansão da instituição financeira.

Ao comentar os diálogos revelados pelo Intercept, Jaques Wagner afirmou que a gravação expõe uma relação de confiança entre o senador e o empresário. “O senador Flávio Bolsonaro, em diálogos muito particulares, solicitando R$ 140 milhões para terminar o filme sobre o ex-presidente, seu pai. Eu não estou dizendo que tem dolo aqui, mas demonstra que ele tinha uma relação, senão não estaria ligando para ele e dizendo: "Estamos juntos sempre!”, disse.

O debate ganhou novo capítulo após o senador Izalci Lucas (PL-DF) sair em defesa de Flávio Bolsonaro durante aparte no plenário. Segundo o parlamentar do PL, pedidos de apoio financeiro fazem parte da rotina política e não configuram, por si só, qualquer irregularidade.

“O pedido de patrocínio é uma coisa que, se o cara patrocinava tudo, não quer dizer que houve, por parte do pedido, corrupção. Muito pelo contrário: houve um pedido, como a gente recebe todo dia pedidos de patrocínio e também de emendas para determinados eventos. Então, é só para colocar muito clara a posição do PL", declarou.

Na sequência, Jaques Wagner rebateu declarações de Izalci que associavam supostas fraudes do Banco Master ao governo petista na Bahia. O senador afirmou que o Estado não teve participação na criação ou no crescimento da instituição financeira.

Segundo Wagner, a única relação do governo baiano com empresas ligadas ao tema ocorreu durante a privatização da rede Cesta do Povo. O parlamentar destacou ainda que a expansão do Banco Master ocorreu em âmbito federal, dentro das regras do sistema financeiro nacional, em um período no qual Roberto Campos Neto presidia o Banco Central.

O caso ampliou a repercussão política das gravações divulgadas pelo Intercept e aumentou a pressão sobre integrantes da oposição ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O tema também intensificou o confronto entre parlamentares governistas e aliados do bolsonarismo no Senado Federal.

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