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Líderes do PT defendem investigação sobre Jaques Wagner no caso Banco Master

Vice-líder do governo na Câmara, Rogério Correia afirmou que o escândalo do Banco Master não pertence ao governo Lula, mas ao período Bolsonaro

Rogério Correia (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
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247 - Líderes do PT cobraram apuração contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) após a nova fase da operação Compliance Zero mirar o parlamentar, acusado de ter defendido interesses do Banco Master no Congresso Nacional e, em troca, teria recebido vantagens indevidas como um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em R$ 2,5 milhões. Os relatos feitos por membros do Partido dos Trabalhadores foram divulgados nesta quinta-feira (18) pela coluna de Mônica Bergamo.

Vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, Rogério Correia afirmou que o escândalo do Banco Master não pertence ao governo Lula, mas ao período de Jair Bolsonaro. Segundo o petista, qualquer integrante do campo governista que tenha participado de irregularidades deve responder por seus atos.

A mesma linha aparece na avaliação do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). Em áudio enviado à coluna, ele afirmou que eventuais erros devem gerar responsabilização. O parlamentar também destacou que, no governo Lula, a PF atua sem seletividade política.

A operação apura suspeitas relacionadas ao Banco Master e a possíveis benefícios pessoais. Agentes encontraram US$ 55 mil e 33 mil euros em endereços ligados ao senador. O parlamentar comentou a nova etapa das investigações e negou irregularidades.

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães (PT-CE), defendeu Jaques Wagner e afirmou que o Palácio do Planalto apoia integralmente o avanço das investigações. Dentro do Partido dos Trabalhadores a orientação interna é que novas apurações devem ser atribuídas ao parlamentar, sem vinculação ao presidente Lula, que tentará a reeleição em outubro.

A Operação Compliance Zero, da PF, investiga um esquema de fraudes financeiras, que, segundo a corporação, movimentou ao menos R$ 12 bilhões. A principal instituição investigada é o Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro.

Ao iniciar a nova fase da operação, a PF saiu às ruas nesta quinta (18) para o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.

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