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Lindbergh alerta contra "conexão explosiva" e cita Flávio Bolsonaro após nova operação da PF contra fraudes no INSS

Deputado cita ligação de Alexandre Caetano com administradora do escritório do senador e cobra avanço das investigações sobre fraudes no INSS

Lindbergh Farias, Flávio Bolsonaro e o INSS (Foto: Agência Câmara I Agência Senado I José Cruz/Agência Brasil)
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247 - O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) alertou nesta quarta-feira (27) para "mais uma conexão explosiva no esquema das fraudes do INSS". Conforme destacou o parlamentar, Alexandre Caetano, alvo da nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quarta-feira (27), "é irmão da sócia administradora do escritório de advocacia" do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

"Escândalo atrás de escândalo. Alexandre era sócio do 'careca do INSS', tinha fundo em paraíso fiscal nas Ilhas Virgens Britânicas e conexões com o Banco Master", escreveu o parlamentar na rede social X, antigo Twitter. Investigado pela PF, Caetano é irmão de Letícia Caetano, administradora do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro desde 2021.

O deputado do PT associou Alexandre Caetano ao empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", e mencionou vínculos com fundos no exterior e com o Banco Master. "Escândalo atrás de escândalo. Alexandre era sócio do 'careca do INSS', tinha fundo em paraíso fiscal nas Ilhas Virgens Britânicas e conexões com o Banco Master", acrescentou. Antunes é citado como um dos principais operadores do esquema de desvio de recursos de aposentados investigado no âmbito das apurações sobre fraudes no INSS.

O caso ganhou maior peso político porque Lindbergh também cobrou explicações sobre a negociação de R$ 134 milhões atribuída ao senador Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo as informações fornecidas, a operação teria como objetivo investir no filme Dark Horse, retrato biográfico de Jair Bolsonaro (PL).

Do total solicitado, ao menos R$ 61 milhões teriam seguido para o fundo Ravengate, supostamente ligado ao advogado Paulo Calisto, apontado como advogado de Eduardo Bolsonaro. Lindbergh questionou o destino desses recursos e afirmou:

"E a pergunta segue sem resposta: para onde foram os R$ 61 milhões enviados por Daniel Vorcaro ao fundo Ravengate, administrado por Eduardo Bolsonaro? Quanto mais a investigação avança, mais as conexões aparecem."

Entenda

Nesta quarta-feira, a nova fase da Operação Sem Desconto também avançou sobre alvos ligados ao esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. A PF apreendeu R$ 287 mil em espécie na casa de um servidor do Instituto Nacional de Seguridade Social em Pernambuco. O dinheiro estava escondido em sacos de lixo.

A PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) cumpriram mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A operação alcançou suspeitos e endereços no Distrito Federal, em São Paulo, Pernambuco e Paraíba.

A investigação mira um esquema que, segundo os dados apresentados, usou entidades associativas para viabilizar descontos indevidos em benefícios previdenciários. As fraudes teriam ocorrido entre 2019 e 2024 e causado prejuízo estimado em R$ 6,3 bilhões.

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