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Lindbergh critica alinhamento de Flávio Bolsonaro aos EUA e diz que senador age como "mascote do Trump"

Deputado cita queda do senador na pesquisa Quaest e sai em defesa das terras raras e da soberania brasileira

Lindbergh Farias e Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução I Agência Senado)
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247 - O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) demonstra “desespero” diante das pesquisas de intenção de voto e acusou o parlamentar de adotar uma posição alinhada aos interesses dos Estados Unidos. Em publicação na rede social X, antigo Twitter, o petista defendeu que o campo progressista brasileiro faça da proteção das terras raras uma pauta estratégica de soberania nacional.

“Você não honra o Brasil. Mascote do Trump não vai sequestrar a amarelinha e a nossa bandeira. O Brasil é nosso, do povo brasileiro”, escreveu Lindbergh. Em vídeo, o deputado afirmou que vê “desespero” em Flávio Bolsonaro e criticou o que chamou de entreguismo econômico associado ao senador. “A camisa dele é dos Estados Unidos”.

Pesquisa Quaest aponta vantagem de Lula

A fala de Lindbergh ocorreu após a divulgação de pesquisa Quaest nesta quarta-feira (10). O levantamento mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente de Flávio Bolsonaro quando os entrevistados avaliam quem representa melhor o patriotismo e a defesa dos interesses do Brasil.

De acordo com o levantamento, 47% dos entrevistados associam Lula com a defesa do patriotismo brasileiro. Outros 37% atribuem essa representação a Flávio Bolsonaro. A pergunta feita aos eleitores foi: “Para você, quem melhor representa hoje o discurso de patriotismo e defesa dos interesses do Brasil?”.

A pesquisa também apontou que 10% dos entrevistados não veem nem Lula nem Flávio Bolsonaro como representantes do patriotismo. Outros 6% não souberam responder ou não opinaram. Em um eventual segundo turno, a Quaest mostrou Lula com 44% das intenções de voto contra 38% de Flávio Bolsonaro.

Defesa das terras raras

Na postagem, Lindbergh também defendeu que o Brasil proteja suas reservas de terras raras. O deputado afirmou que, caso Flávio Bolsonaro seja eleito, o senador deve abrir mais a economia brasileira ao governo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que já demonstrou interesse neste segmento do setor mineral.

O Brasil ocupa a segunda posição mundial em reservas desses minerais, com 21 milhões de toneladas, atrás apenas da China, que possui 44 milhões de toneladas, segundo dados de 2024 do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). A Índia aparece em terceiro lugar, com 6,9 milhões de toneladas.

Minerais estratégicos para a tecnologia

As terras raras formam um grupo de 17 elementos químicos: lantânio, cério, praseodímio, neodímio, promécio, samário, európio, gadolínio, térbio, disprósio, hólmio, érbio, escândio, túlio, itérbio, lutécio e ítrio. Esses minerais têm papel central na transição energética global e na indústria de alta tecnologia.

A produção industrial utiliza terras raras em turbinas eólicas, carros híbridos, televisores de tela plana, telefones celulares, lâmpadas fluorescentes compactas, ímãs permanentes, catalisadores de gases de escapamento, lentes de alta refração e mísseis teleguiados.

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