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Lindbergh diz que vai recorrer da decisão de Mendonça que suspendeu posts sobre Flávio Bolsonaro: "censura" (vídeo)

Deputado critica remoção de postagens que associavam o senador ao escândalo do Banco Master e ao crime organizado

Lindbergh Farias, André Mendonça, Flávio Bolsonaro, urna eletrônica e redes sociais (Foto: Reprodução/Redes Sociais I STF I Agência Senado I Divulgação)
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247 - O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acusou o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça de censura e anunciou nesta segunda-feira (22), pela rede social X, que vai recorrer ao plenário da Corte contra a ordem que mandou apagar publicações sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em plataformas digitais.

A decisão do magistrado atingiu conteúdos digitais que associavam Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, ao crime organizado e ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso após a deflagração da nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga um esquema estimado em ao menos R$ 12 bilhões em fraudes financeiras.

Na postagem, o petista afirmou que a decisão do ministro ultrapassa limites aceitáveis e impede o debate público sobre fatos de interesse político. “Eu vou recorrer. O pleno (do STF) vai ter que julgar isso. É censura. Eu tô aqui, pasmo. O ministro André Mendonça tomou duas decisões, mandando retirar e apagar posts. O primeiro é que associava Flávio Bolsonaro às milícias. Mas como assim?”, questionou o parlamentar.

Na gravação, Lindbergh citou a relação entre Flávio Bolsonaro e o ex-miliciano Adriano da Nóbrega. Integrante da milícia Escritório do Crime, Adriano morreu em 9 de fevereiro de 2020, durante uma troca de tiros com policiais na Bahia.

“Foi o Flávio Bolsonaro que entregou uma condecoração para o Adriano da Nóbrega, chefe do escritório do crime. Ele está na cadeia. Ele contratou a mãe e a esposa do Adriano da Nóbrega. Ele condecorou o major Ronald, que tá preso, condenado a 56 anos por participação no assassinato da Marielle. Como assim? O que eu falei de inverídico aqui?”, continuou o petista.

O deputado também mencionou nomes ligados ao crime organizado no Rio de Janeiro e voltou a defender que suas publicações tratavam de fatos políticos. “Tem mais. Comando Vermelho. Alessandro Carracena Pitombeira tá preso. Secretário de Esportes Cláudio Castro foi nomeado por Flávio Bolsonaro. Gutenberg Fonseca, um dos melhores amigos, ele tá investigado também por participação naquela coisa do Comando Vermelho”.

O deputado ainda ironizou o ministro André Mendonça ao dizer que poderia apresentar detalhes sobre encontros atribuídos ao senador com envolvidos com as milícias do fluminenses. “Se você quiser, ministro André Mendonça, eu te dou as datas de todos esses encontros do Flávio Bolsonaro com os milicianos”.

A decisão também alcançou postagens que associaram Flávio Bolsonaro a uma suposta escala de trabalho 7x0, expressão usada por críticos para se referir a uma jornada em que o trabalhador atua todos os dias da semana.

Ao tratar do tema, Lindbergh afirmou que a proposta assinada por Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho atinge diretamente o debate sobre a escala 6x1 e a remuneração por hora trabalhada. “Em relação ao fim da escala 6x1, gente, só falou o óbvio. Rogério Marinho e Flávio Bolsonaro assinam uma PEC que é para o trabalhador receber por hora trabalhada.Nem o salário mínimo tá garantido. Isso aí é contra o fim da escala 6x1. Isso é escalar 7x0”.

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