Reginaldo Lopes vê quatro pontos graves no caso Flávio-Master
Deputado afirmou que o político da extrema direita tenta promover o próprio pai por meio de um filme enquanto defende pautas contra a classe trabalhadora
247 - O deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) apontou nesta quarta-feira (13) quatro fatores graves no escândalo de R$ 134 milhões que envolve Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e a produção de “Dark Horse”, filme biográfico sobre Jair Bolsonaro (PL), em prisão domiciliar atualmente após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos de reclusão no inquérito da trama golpista.
“Prejuízo bilionário. Dinheiro de trabalhadores. Dinheiro de famílias brasileiras. Dinheiro de pessoas que confiaram no sistema financeiro”, escreveu o deputado na rede social X.
A crítica de Reginaldo Lopes amplia a pressão política sobre Flávio Bolsonaro em meio às revelações envolvendo o Banco Master. O petista ressaltou que o caso não se limita a uma negociação privada, já que envolve um banco sob investigação, cifras milionárias e recursos associados à confiança de brasileiros no sistema financeiro.
Caso envolve filme sobre Jair Bolsonaro
A negociação citada pelo deputado envolve a produção de “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. De acordo com as informações mencionadas por Reginaldo, Flávio Bolsonaro teria tratado com Daniel Vorcaro a destinação de R$ 134 milhões ao projeto.
O parlamentar questionou o fato de um senador negociar milhões com um banqueiro investigado para financiar um filme sobre o próprio pai. A fala conecta o caso à discussão pública sobre prioridades políticas e à forma como setores da direita tratam temas sociais e trabalhistas.
“E no meio de tudo isso, um senador negociando milhões com um banqueiro investigado para financiar um filme do próprio pai. Mas, para alguns, o verdadeiro problema do Brasil continua sendo o trabalhador que luta por mais um dia de descanso no fim de semana”.
A declaração faz referência ao debate sobre direitos trabalhistas e à defesa de mais tempo de descanso para trabalhadores. Reginaldo usou o contraste para criticar quem, na avaliação dele, minimiza um escândalo financeiro e concentra ataques contra reivindicações da classe trabalhadora.
Crítica mira relação entre política e sistema financeiro
A manifestação do deputado coloca o caso Flávio-Master em uma dimensão mais ampla. Ao mencionar trabalhadores, famílias brasileiras e pessoas que confiaram no sistema financeiro, Reginaldo associou a negociação milionária a um problema de interesse público.
O Banco Master e Daniel Vorcaro aparecem no centro do episódio citado pelo parlamentar. A crítica também reforça a cobrança por explicações sobre a origem dos recursos e sobre a participação de agentes políticos em negociações ligadas à produção audiovisual.
A fala de Reginaldo Lopes soma mais uma reação ao desgaste enfrentado por Flávio Bolsonaro. O senador passou a ser alvo de questionamentos depois que vieram à tona informações sobre tratativas para viabilizar aportes milionários ao filme sobre Jair Bolsonaro.
Pressão política aumenta sobre Flávio
O caso ganhou força por reunir três elementos politicamente sensíveis: o envolvimento de um senador da República, a participação de um banqueiro investigado e a destinação de R$ 134 milhões para uma produção sobre Jair Bolsonaro.
Ao citar quatro pontos graves, Reginaldo Lopes buscou enquadrar o episódio como uma questão que ultrapassa o campo eleitoral. Para o deputado, o escândalo envolve a proteção do dinheiro de brasileiros e a confiança no sistema financeiro.
A reação do parlamentar mantém o tema em evidência no Congresso e nas redes sociais. O caso Flávio-Master segue como novo foco de desgaste para o bolsonarismo, enquanto políticos da oposição cobram investigação e explicações sobre a negociação milionária em torno do filme “Dark Horse”.
Outro lado
O senador Flávio Bolsonaro emitiu uma nota. “Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master. É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio PRIVADO para um filme PRIVADO sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet”, afirmou.
“Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do MASTER JÁ”.



