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Paraíba registra 31 cidades em emergência após chuvas intensas

Mais de 37 mil pessoas são afetadas, com desalojados, desabrigados e risco de novos eventos climáticos nos próximos dias no estado

Paraíba registra 31 cidades em emergência após chuvas intensas (Foto: Reprodução/TV Globo )

247 - As fortes chuvas que atingem a Paraíba desde a última sexta-feira (1º) levaram 31 municípios a decretarem situação de emergência, conforme publicação no Diário Oficial do Estado. O cenário inclui milhares de pessoas impactadas, danos à infraestrutura e riscos contínuos de deslizamentos e alagamentos.

De acordo com informações divulgadas pelo G1, com base em dados do Governo da Paraíba atualizados na noite de domingo (3), cerca de 37,4 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas. O levantamento aponta ainda 2,4 mil famílias desalojadas e 895 pessoas desabrigadas em todo o estado.

Os desalojados são aqueles que precisaram sair temporariamente de suas casas, mas encontram abrigo com familiares ou amigos. Já os desabrigados perderam suas moradias ou não têm para onde ir, dependendo de assistência pública.

Além dos danos materiais, o período chuvoso também foi marcado por duas mortes registradas em Guarabira, no Agreste paraibano. As vítimas, identificadas como Washington Gonçalves, de 42 anos, e Antônio Felipe da Silva Júnior, de 36 anos, participavam da organização de uma corrida de rua no momento do incidente, ocorrido sob forte chuva.

Mortes e riscos em meio às chuvas

Testemunhas relataram que o caso pode ter sido provocado por uma descarga elétrica, possivelmente causada por um fio energizado em contato com a água e com a estrutura montada para o evento. Os corpos das vítimas foram sepultados no sábado (2).

Com o decreto de emergência, o governo estadual pode adotar medidas administrativas mais rápidas, como abertura de crédito extraordinário e concessão de auxílio financeiro emergencial às famílias atingidas. A medida tem validade de 180 dias.

A lista de municípios em situação de emergência inclui cidades como João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Sapé, Conde, Alhandra, entre outras distribuídas principalmente na Zona da Mata e no Agreste.

Impacto social e monitoramento

O Gabinete de Crise Interinstitucional segue monitorando os impactos em pelo menos 16 municípios, incluindo Pilar, Itabaiana, Mulungu, Ingá e Lagoa Seca. Nessas localidades, equipes acompanham riscos estruturais e prestam assistência às populações afetadas.

Muitos moradores sofreram impactos indiretos, como interrupção no fornecimento de água e energia, além de alagamentos em residências. Em diversos casos, não houve necessidade de abandono dos imóveis, mas os prejuízos foram significativos.

Na capital, João Pessoa, a chuva deu uma trégua temporária na manhã desta segunda-feira (4), mas a previsão indica o retorno das precipitações em várias regiões do estado.

Abastecimento e serviços afetados

O sistema de abastecimento de água também foi comprometido. A Estação Elevatória de Gramame teve seu funcionamento interrompido após ser inundada, afetando o fornecimento na Grande João Pessoa.

Segundo a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), o serviço foi retomado às 13h20 do domingo (3), após reparos na parte elétrica da unidade. A normalização ocorre de forma gradual nas áreas atingidas.

O sistema de abastecimento do município de Conde já havia sido restabelecido no sábado (2), por volta das 18h, segundo o governo estadual.

Previsão indica continuidade das chuvas

A tendência é de continuidade das chuvas nos próximos dias, embora com redução no volume acumulado. O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) aponta possibilidade moderada de eventos hidrogeológicos, como deslizamentos pontuais.

O alerta amarelo de perigo potencial segue válido até as 10h da quinta-feira (7). A previsão indica chuvas entre 20 e 30 mm por hora, podendo chegar a 50 mm por dia, além de ventos entre 40 e 60 km/h.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há baixo risco para ocorrências mais graves, como queda de árvores, cortes de energia e descargas elétricas, mas a recomendação é de atenção redobrada nas áreas vulneráveis.

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