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'Haddad e Lula tiveram uma posição irredutível para investigar o Banco Master', diz Lindbergh

Deputado afirma que governo apoiou apuração de esquema bilionário investigado pela PF e critica atuação de bancos no caso envolvendo Daniel Vorcaro. Vídeo

Lindbergh Farias (Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados)

247 - O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tiveram papel decisivo para que o caso envolvendo o Banco Master avançasse nas investigações. Atualmente, Haddad é pré-candidato ao governo do estado de São Paulo pelo PT.  A declaração ocorreu nesta quarta-feira (15), em entrevista à GloboNews, ao comentar a atuação do governo diante de um suposto esquema bilionário de fraudes investigado pela Polícia Federal. 

Em entrevista ao programa Estúdio i, o parlamentar defendeu a postura do Executivo no apoio às autoridades responsáveis pela apuração das fraudes ligadas ao banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, que está preso e negocia acordo de delação premiada.

Segundo Lindbergh, o governo federal adotou uma postura firme diante das suspeitas. “Fernando Haddad e Lula tiveram uma posição irredutível, de que tudo tinha que ser investigado. Alguém acha que, na Polícia Federal do Bolsonaro, o Vorcaro teria sido preso. Não. Foi determinação do presidente Lula”, disse.

O deputado também mencionou o conhecimento prévio de instituições financeiras sobre o funcionamento do esquema. “Os grandes bancos… Bradesco, Itaú, BTG sabia que Vorcaro estava roubando dinheiros deles”, afirmou.

PF investiga esquema bilionário no Banco Master

A Polícia Federal conduz investigação sobre um suposto esquema de fraudes financeiras que pode ter movimentado entre R$ 12 bilhões e R$ 17 bilhões. De acordo com os investigadores, o Banco Master oferecia Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com rentabilidade muito acima da média praticada no mercado.

A estratégia, conforme a apuração, envolvia a assunção de riscos elevados e a realização de operações que inflavam artificialmente os resultados da instituição financeira , enquanto a liquidez real apresentava deterioração. O modelo teria criado um desequilíbrio entre os compromissos assumidos e a capacidade de pagamento.

O CDB, por contar com cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), costuma ser considerado um investimento seguro. Mesmo assim, a investigação aponta que o banco utilizava mecanismos para adiar possíveis inadimplências, como a concessão de empréstimos com prazos de carência de até cinco anos.

Ainda segundo a Polícia Federal, novos recursos captados por meio da emissão de CDBs eram utilizados para quitar investidores anteriores, o que caracteriza um esquema do tipo Ponzi, também conhecido como pirâmide financeira. Em alguns casos, o Banco Master chegou a oferecer retornos de até 140% do CDI, patamar considerado inviável no longo prazo.

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