Interdição em ferrovia afeta passageiros e cadeia logística em Minas
Bloqueio por indígenas em Resplendor suspende trem entre BH e Espírito Santo e impacta combustíveis, siderurgia e exportações
247 - A Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) permanece interditada há cinco dias no município de Resplendor, no Leste de Minas Gerais, após a ocupação realizada por indígenas Tupiniquim das aldeias Caieiras Velha, Irajá e Pau Brasil, localizadas na Terra Indígena Tupiniquim, em Aracruz (ES). A mobilização interrompe completamente o tráfego ferroviário no trecho, comprometendo operações essenciais de transporte.
O mesmo grupo indígena já havia realizado uma ação semelhante no final de 2025, quando ocupou outro ramal da ferrovia, provocando impactos logísticos relevantes. Desde o início da nova interdição, o trem de passageiros que faz a ligação entre Belo Horizonte (MG) e Cariacica (ES) foi suspenso nos dois sentidos, deixando de atender cerca de 11,5 mil usuários apenas desde o último fim de semana.
A paralisação da EFVM também provoca efeitos em cadeia sobre setores estratégicos da economia brasileira. A ferrovia é fundamental para o escoamento de produtos como minério de ferro, aço, celulose, grãos e fertilizantes. Com a interrupção das atividades, a logística nacional enfrenta gargalos que atingem tanto o mercado interno quanto as exportações, com possíveis reflexos na balança comercial.
Outro impacto direto ocorre no abastecimento de combustíveis. A distribuição de diesel no Leste de Minas Gerais foi significativamente prejudicada, com cerca de 1 milhão de litros deixando de ser entregues na região durante o período de bloqueio. A situação acende alerta para possíveis desdobramentos no fornecimento de insumos essenciais à atividade econômica local.


