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Mãe de Henry Borel deixa prisão após perdão judicial

Júri afastou homicídio doloso; Jairinho foi condenado a mais de 43 anos de prisão

Ex-vereador Jairinho, Monique Medeiros da Costa e Silva e Henry Borel (Foto: Reprodução)
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247 - A mãe do menino Henry Borel, Monique Medeiros, deixou a prisão na tarde desta quinta-feira (4), após receber perdão judicial da Justiça do Rio de Janeiro no julgamento que apurou responsabilidades pela morte do filho. Segundo a Folha de São Paulo, a informação foi confirmada pela defesa de Monique.

Monique deixou o Instituto Penal Talavera Bruce, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, horas depois da conclusão do julgamento que mobilizou o país desde 2021. A decisão judicial foi anunciada durante a madrugada desta quinta-feira.

Decisão do júri mudou enquadramento da acusação

Durante o julgamento, os jurados afastaram a acusação de homicídio doloso contra Monique Medeiros e reclassificaram o caso para homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Além disso, ela foi condenada por omissão diante da tortura sofrida por Henry Borel. A pena fixada foi de um ano e quatro meses de prisão, já considerada integralmente cumprida.

Com a reclassificação da acusação, a juíza Elizabeth Machado Louro, titular do 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, concedeu perdão judicial à mãe do menino e extinguiu sua punibilidade pelo crime de homicídio culposo.

Jairinho recebe pena superior a 43 anos

O resultado foi diferente para Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, ex-companheiro de Monique Medeiros e padrasto de Henry Borel.

Também julgado no mesmo processo, ele foi condenado a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão. Os jurados reconheceram a prática de homicídio duplamente qualificado e do crime de tortura contra a criança.

A morte de Henry ocorreu em março de 2021, no apartamento onde a família vivia, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.

Caso teve repercussão nacional

O caso Henry Borel ganhou ampla repercussão em todo o país após a morte do menino, então com 4 anos. As investigações apontaram uma sequência de agressões sofridas pela criança antes de sua morte, o que levou à denúncia apresentada pelo Ministério Público e ao julgamento encerrado nesta semana.

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