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Marília Campos defende frente ampla em Minas e se reúne com pré-candidatos do PSB e MDB

Ex-prefeita de Contagem resiste à pressão do PT para disputar o governo de Minas e reforça pré-candidatura ao Senado

Jarbas Soares, Marília Campos e Gabriel Azevedo (Foto: Divulgação/MDB)
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247 - A ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) defendeu uma frente ampla em Minas para 2026 e reafirmou sua intenção de disputar o Senado, apesar da pressão de setores do PT para que aceite concorrer ao governo estadual. A petista participou neste sábado (27) de um encontro regional em Montes Claros, no Norte de Minas, ao lado de Gabriel Azevedo (MDB) e Jarbas Soares Júnior (PSB), ambos cotados para a disputa pelo Executivo mineiro, segundo o jornal O Globo.

Marília é vista como a opção preferida do presidente Lula (PT) para uma candidatura própria do PT ao governo de Minas Gerais, após a negativa do senador Rodrigo Pacheco (PSD) de disputar o cargo. A ex-prefeita, no entanto, resiste à mudança de rota e classifica a hipótese como um “equívoco estratégico”.

Após o encontro em Montes Claros, Marília afirmou a jornalistas que pretende manter sua pré-candidatura ao Senado e conversar “brevemente” com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, para discutir a estratégia eleitoral da sigla em 2026. A petista defende que o campo aliado de Lula em Minas priorize uma composição entre PT, MDB, PSB e, possivelmente, PDT, em vez de insistir em uma candidatura isolada ao governo.

“O norte não é o confronto, mas a gente juntar esforços. Eu, particularmente, defendo uma estratégia eleitoral que aposte numa composição de frente única, como foi definido anteriormente quando o representante era o Rodrigo Pacheco, que infelizmente declinou desse convite. O Rodrigo não vem, mas hoje temos uma possível costura entre PT, MDB, PSB e, não descarto, o PDT. Precisamos de uma grande conciliação de interesses para de fato disputar com força um projeto para Minas Gerais”, declarou Marília.

A ex-prefeita também afirmou que divulgou uma nota à imprensa durante a semana para rebater “inverdades” sobre uma suposta mudança de posição. Segundo ela, não procede a informação de que teria passado a se apresentar como pré-candidata ao governo de Minas.

Marília disse que pretende levar pessoalmente ao presidente Lula sua avaliação sobre o cenário estadual. Para ela, a estratégia deve considerar não apenas a disputa pelo Palácio Tiradentes, mas também a eleição para o Senado e a formação de uma bancada forte de deputados federais e estaduais.

“Não estamos aqui disputando apenas nomes, estamos disputando uma estratégia unificada, defendida também pelo MDB e o PSB e pretendo articular com o PDT. É com essa força política que a gente quer disputar o processo eleitoral para ofertar um palanque consistente para o presidente Lula”, afirmou.

A petista também fez elogios aos aliados que participaram da agenda no Norte de Minas. Sobre Jarbas Soares Júnior, ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Marília destacou sua atuação em temas ligados aos municípios e a casos de grande repercussão, como os desastres ambientais de Mariana e Brumadinho. Segundo ela, Jarbas “defendeu a autonomia dos municípios” e seria um “bom candidato”.

Ao comentar o nome de Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Marília disse que o emedebista “tem mostrado muita disposição para essa luta” e “tem muita consistência com as suas convicções sobre o governo do estado”.

A ex-prefeita reforçou que considera sua candidatura ao Senado mais adequada ao projeto político do grupo. Ela citou sua trajetória municipalista e afirmou que levantamentos internos apontam sua competitividade para uma das vagas em disputa.

“Acho que no Senado eu tenho melhores condições para ajudar, porque sou uma municipalista que vou defender as nossas cidades. E, segundo, pela viabilidade eleitoral, porque todas as pesquisas feitas até então me apontam como a mais viável, do ponto de vista de uma vitória eleitoral, para a candidatura ao Senado”, disse Marília.

Aliados defendem composição e elogiam Marília

Os pré-candidatos do MDB e do PSB ao governo mineiro endossaram a posição de Marília Campos durante a agenda em Montes Claros. Jarbas Soares Júnior afirmou que votará na petista “independente do que acontecer” e a comparou ao senador Rodrigo Pacheco, que sinalizou intenção de deixar a vida pública.

“Sobre composição, eu estava viajando, cheguei esta noite, e vamos agora ter tempo de conversar. Eu não tenho apego a nada. Estou me colocando à disposição porque acho que Minas Gerais precisa”, afirmou Jarbas.

Gabriel Azevedo também elogiou a disposição de Marília para dialogar com diferentes partidos. Segundo ele, “ninguém que tenha a espinha e as ideias no lugar tem receio de sentar à mesa com quem é diferente”. O emedebista afirmou ainda que a postura da petista demonstra “convicção nas próprias ideias”.

Azevedo também elogiou a gestão de Marília em Contagem e projetou sua eleição ao Senado. “Vamos mexer no doce, porque o resultado, o norte já esta apontando. Montes Claros é o primeiro passo para mostrar para Minas Gerais que aqui está o lado da democracia”, declarou o ex-vereador.

A movimentação ocorre em meio à tentativa do PT de definir o desenho de seu palanque em Minas Gerais, estado considerado estratégico para a eleição presidencial de 2026. Marília tenta consolidar uma articulação ampla para o Senado, enquanto a direção petista ainda avalia se insistirá em sua candidatura ao governo estadual.

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