Mulher é achada morta em casa na zona sul de São Paulo ao lado da filha; caso é tratado como feminicídio
Polícia investiga suspeita contra companheiro após vítima de 34 anos ser encontrada sem vida ao lado da filha de dois anos no bairro da Saúde
247 - Uma mulher de 34 anos foi encontrada morta dentro de sua residência no bairro da Saúde, na zona sul de São Paulo, na noite de sábado (31). O corpo estava no quarto do imóvel, onde também se encontrava a filha da vítima, de apenas dois anos. A ocorrência mobilizou a Polícia Militar e passou a ser apurada como feminicídio e violência doméstica, informa a Folha de São Paulo.
De acordo com a Polícia Militar, há indícios de que a mulher e a criança teriam sido mantidas em cárcere privado por mais de um dia. O principal suspeito é o companheiro da vítima, que morava no local e contra quem já existia um boletim de ocorrência registrado anteriormente por violência doméstica. A polícia constatou sinais de agressão no rosto da mulher.
A criança foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada inicialmente para a UPA Vila Mariana. Durante o atendimento, profissionais identificaram indícios de violência sexual, o que motivou a transferência da menina para o Hospital da Mulher para acompanhamento especializado.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo, a vítima possuía medida protetiva em vigor contra o companheiro. O caso segue sendo investigado como feminicídio, com agravantes relacionados à violência doméstica e familiar.
O pai da mulher relatou que ouviu discussões entre o casal entre a noite de sexta-feira (30) e a madrugada de sábado. Ele afirmou que chegou a ameaçar acionar a polícia, mas, como os barulhos cessaram, acreditou que a situação tivesse sido resolvida. No sábado, ao tentar contato com a filha e não obter resposta, decidiu chamar a Polícia Militar.
Quando os agentes chegaram à residência, encontraram a mulher morta, sem roupas, e a criança ainda no berço. O imóvel passou por perícia técnica, e o inquérito foi encaminhado para a 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da zona sul, responsável por conduzir as investigações.


