Operação do Bope deixa 7 mortos e provoca reação com ataques a ônibus no Rio
Centro do Rio tem incêndio de ônibus, vias bloqueadas e impacto no transporte público
247 - Uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) realizada na manhã desta quarta-feira (18) em comunidades da região central do Rio de Janeiro terminou com sete mortos, entre eles Claudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló, apontado como chefe do tráfico no Morro dos Prazeres. Após a ação, uma série de ataques foi registrada nas imediações das comunidades afetadas, com ônibus incendiados, veículos sequestrados e vias bloqueadas, ampliando o clima de tensão na cidade, segundo o jornal O Globo.
Os confrontos começaram por volta das 5h em áreas como Prazeres, Fallet, Fogueteiro, Coroa, Escondidinho e Paula Ramos. No fim da manhã, criminosos reagiram à operação policial, incendiando um ônibus na Avenida Paulo de Frontin, no Rio Comprido, e utilizando outros coletivos como barricadas para dificultar a circulação de veículos.
A Rio Ônibus informou que ao menos cinco veículos tiveram suas chaves retiradas e foram posicionados para bloquear o trânsito. Ao todo, sete linhas sofreram alterações de itinerário, afetando o deslocamento de passageiros em diferentes regiões da cidade. Entre as linhas impactadas estão as que ligam o Rio Comprido ao Castelo, a Gávea e o Leblon, além de trajetos entre o Centro e bairros da Zona Sul.
O Centro de Operações e Resiliência (COR) da prefeitura registrou interdições em diversas vias, incluindo ruas no Catumbi e no Rio Comprido. Relatos nas redes sociais indicam ainda que entulhos foram incendiados em pontos estratégicos, agravando os bloqueios e dificultando o tráfego.
A operação contou com a participação de mais de 150 policiais militares, além de 14 viaturas e dois veículos blindados. A ação teve apoio de agentes do 5º BPM e foi baseada em dados da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Militar, com foco no combate ao tráfico de drogas e roubos de veículos na região.
Os impactos também atingiram serviços públicos. Sete escolas municipais suspenderam as atividades, enquanto uma unidade de saúde deixou de funcionar temporariamente. Outras três mantiveram atendimento restrito, sem realizar ações externas, como visitas domiciliares.
Claudio Augusto dos Santos, o Jiló, acumulava histórico criminal desde a década de 1990, com registros por tráfico de drogas, homicídio, sequestro, cárcere privado e roubo. Contra ele havia dez mandados de prisão em aberto. Segundo a polícia, ele também é apontado como envolvido na morte do turista italiano Roberto Bardella, em 2016, após o estrangeiro entrar por engano no Morro dos Prazeres. O caso teve grande repercussão na época e reforçou a atuação das forças de segurança na região.


