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Polícia prende Adilsinho, suspeito de chefiar máfia do cigarro no Rio

Contraventor foi capturado em Cabo Frio durante operação conjunta da PF e da Polícia Civil e tinha cinco mandados de prisão preventiva em aberto

Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho (Foto: Reprodução/TV Globo)

247 - O contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, foi preso na manhã desta quinta-feira (26) em Cabo Frio, na Região dos Lagos, durante uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/RJ), com atuação da Polícia Federal e da Polícia Civil. A captura ocorreu em uma residência após trabalho de inteligência das forças de segurança, com apoio do Serviço Aeropolicial, segundo o jornal O Globo.

Adilsinho era considerado foragido e acumulava investigações por diversos crimes no Rio de Janeiro e em outros estados. Contra ele havia um mandado de prisão expedido pela Justiça Federal, além de ordens judiciais da Justiça Estadual. Ao todo, eram cinco mandados de prisão preventiva em aberto — quatro por homicídio e um por organização criminosa.

As investigações apontam que ele teria sido o mandante do assassinato de Fabrício Alves Martins de Oliveira, identificado como integrante da máfia do cigarro no estado. Também é citado em apurações da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) como suspeito de ordenar as mortes do miliciano Marco Antônio Figueiredo Martins, conhecido como Marquinho Catiri, e de Alexsandro José da Silva, o Sandrinho.

Integrante da cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro, Adilsinho é apontado pelas autoridades como o principal produtor e distribuidor de cigarros falsificados no estado. Segundo a Polícia Federal, a partir de 2018 ele teria passado a reinvestir recursos obtidos com o jogo ilegal na fabricação e comercialização de cigarros clandestinos, vendidos abaixo do preço mínimo fixado por decreto.

Além da atuação no mercado ilegal de cigarros, a polícia o relaciona a um grupo responsável pela operação de um cassino on-line clandestino que teria movimentado R$ 130 milhões em três anos. As investigações indicam que ele controlava a produção e a venda de cigarros ilegais na Região Metropolitana do Rio e expandia os negócios para outros estados.

Nascido em maio de 1970, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, Adilsinho é oriundo de uma família ligada ao jogo do bicho. Seu pai foi sócio da banca “Paratodos”, que atuava na região. A família se mudou posteriormente para o Leblon, na Zona Sul da capital fluminense, onde ele passou a infância e a juventude e iniciou envolvimento nos negócios ilegais que mais tarde assumiria.

A Polícia Federal sustenta que o contraventor estruturou um império baseado na contravenção, com atuação sustentada por monopólio territorial e corrupção policial. As investigações apontam ainda que ele contaria com a escolta de ao menos 34 policiais militares.

Em maio de 2021, em meio à pandemia de Covid-19, Adilsinho realizou uma festa black-tie no hotel Copacabana Palace para celebrar seu aniversário, reunindo cerca de 500 convidados entre familiares, amigos e artistas. Os convites foram enviados em formato de vídeo com trilha sonora inspirada na trilogia “O Poderoso Chefão”.

Pouco mais de dois anos depois, policiais civis estiveram em sua cobertura na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, para cumprir um mandado de prisão por homicídio, mas não o localizaram no imóvel.

Após a prisão desta quinta-feira, Adilsinho foi encaminhado à Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro e deverá ser transferido para o sistema prisional do estado, onde ficará à disposição da Justiça.

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