Rogério Correia questiona vínculos entre banco Master, igreja e doações eleitorais
O parlamentar citou nomes como o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e os pastores Fabiano Zettel e André Valadão
247 - O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) sinalizou neste domingo (18) que é necessário aprofundar as investigações sobre possíveis vínculos entre o Banco Master, igrejas e doações eleitorais.
'Fico imaginando quanto de recurso este Daniel Vorcaro, junto com o pastor Zettel, passaram para o Clava Forte Bank, da Igreja da Lagoinha, do pastor André Valadão, para lavar grana do Banco Master e da roubalheira aos aposentados', escreveu o parlamentar na rede social X.
'Pior, falavam que era dízimo. Bom lembrar que Zettel passou 3 milhões para Bolsonaro e 2 milhões para Tarcizio de Freitas. E vou contar um segredo para vocês, que vieram nos documentos da CPMI, o número de telefone do Deputado Nicholas Chupetinha, está no zap do Vorcaro e o número do Vorcaro, no zap do deputado. Parece que tinham muito o que conversar'.
Pastor da Igreja de Lagoinha (MG), Fabiano Zettel é cunhado do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O religioso é casado com Natália Vorcaro, irmã do ex-banqueiro, e chegou a ser preso, mas foi solto horas depois, no começo do mês. A Igreja Lagoinha, sediada em Belo Horizonte, tem como principal líder o pastor André Valadão.
No caso das igrejas, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) divulgou na última quarta-feira (14) uma lista de igrejas e líderes evangélicos que tiveram pedidos de convocação ou de transferência de sigilo aprovados pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que apura fraudes previdenciárias estimadas em R$ 6 bilhões.
A parlamentar também mencionou requerimentos de convocação ou convite para depoimento de religiosos, como André Valadão.
Citado na postagem de Rogério Correia, o Banco Master é alvo da Operação Compliance Zero. A Polícia Federal investiga um esquema de fraudes financeiras que apura a concessão de créditos falsos. O valor pode chegar a R$ 17 bilhões, afirmou a corporação.
Investigadores determinaram o sequestro e bloqueio de bens e valores que ultrapassam os R$ 5,7 bilhões. O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal de mais de uma centena de pessoas físicas e jurídicas.
Também mencionados pelo deputado, os valores referentes às doações eleitorais para Jair Bolsonaro (PL) e para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foram divulgados pelo próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

