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Investigação no Banco Master começou com denúncia anônima

Documento enviado à Polícia Federal motivou inquérito que resultou na operação Compliance Zero

Banco Master (Foto: Divulgação)

247 - A investigação que levou à deflagração da operação Compliance Zero teve início a partir de uma denúncia anônima encaminhada ao e-mail institucional da Polícia Federal (PF). A mensagem continha um arquivo em formato PDF que chamou a atenção dos investigadores e deu origem às primeiras diligências relacionadas a suspeitas envolvendo o Banco Master. As informações, segundo o Metrópoles, constam em decisão assinada pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), que fundamentou a autorização para buscas e apreensões realizadas na última quarta-feira (14).

Denúncia anônima foi enviada ao e-mail da Polícia Federal

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o material recebido pela PF trazia um arquivo intitulado “Informações Banco Máster”. O conteúdo foi analisado pelos investigadores, que decidiram aprofundar a apuração diante da relevância dos dados apresentados. No pedido encaminhado ao STF, a PGR registrou que “o Departamento de Polícia Federal recebeu uma denúncia anônima no seu e-mail institucional, que continha um arquivo em formato PDF intitulado ‘Informações Banco Máster’”.

Primeiras diligências confirmaram conteúdo da denúncia

De acordo com o relato da Procuradoria, as primeiras apurações realizadas pela Polícia Federal “corroboraram o conteúdo da notitia criminis e culminaram na abertura de inquérito policial, no qual foram procedidas novas diligências”. A confirmação dos fatos descritos no e-mail ocorreu por meio de análise documental, cruzamento de dados e verificação de informações em fontes externas, conforme descrito no documento encaminhado ao Supremo.

PGR aponta indícios de crimes contra o sistema financeiro

Ainda segundo a PGR, a análise inicial revelou “elementos de prova que apontam para a existência de uma rede complexa e articulada de relações empresariais e financeiras”. O órgão destacou indícios consistentes da prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Entre as suspeitas levantadas estão gestão fraudulenta, indução de investidor em erro, uso de informação privilegiada e manipulação de mercado, além de lavagem de dinheiro e constituição de organização criminosa.

Investigação identificou rede empresarial e financeira complexa

O documento também aponta que a investigação identificou o uso de vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação e fiscalização. Segundo a PGR, houve “uso de fundos de investimento para circulação de ativos sem liquidez, artificialmente precificados, e reiteradas operações entre partes relacionadas”. Essas operações estariam sob controle direto ou indireto de pessoas ligadas por vínculos societários, familiares ou funcionais. Com base nesses elementos, o STF autorizou o avanço das investigações. 

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