EMS mira mercado bilionário com versão sintética do Ozempic no Brasil
Com o fim da patente da semaglutida, farmacêuticas nacionais entram na disputa por um dos segmentos mais lucrativos da indústria global
247 – A farmacêutica EMS, do empresário Carlos Sanchez, prepara sua entrada no mercado bilionário dos medicamentos para emagrecimento, com uma versão sintética do Ozempic aprovada pela Anvisa. A informação foi publicada pelo Valor Econômico.
Ainda sem data para chegar às farmácias, o produto sinaliza a dimensão da demanda no Brasil por medicamentos à base de semaglutida. Segundo a reportagem, apenas a EMS projeta faturar R$ 500 milhões com a venda do novo medicamento.
A movimentação ocorre após o fim da patente do Ozempic, da dinamarquesa Novo Nordisk, em março deste ano. A partir desse marco, outras grandes farmacêuticas passaram a aguardar aval da Anvisa para lançar suas próprias versões no mercado brasileiro.
O Brasil é considerado um mercado estratégico para a indústria farmacêutica global. A forte procura por medicamentos à base de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, já vem alterando hábitos de consumo, rotinas alimentares e até o comportamento de setores como alimentação fora do lar e bebidas alcoólicas.
Restaurantes e empresas do setor alimentício já adaptam cardápios para atender consumidores que usam as chamadas canetas emagrecedoras. O consumo de álcool também tem sido impactado por essa nova realidade.
Os medicamentos à base de GLP-1 se tornaram o novo “blockbuster” da indústria farmacêutica mundial. A Novo Nordisk liderou esse mercado com o Ozempic, mas passou a enfrentar a concorrência da americana Eli Lilly, fabricante do Mounjaro.
Para as farmacêuticas nacionais, a abertura desse mercado representa uma oportunidade rara, comparável a momentos anteriores de expiração de patentes importantes, como a do Viagra. A disputa por uma fatia desse segmento no Brasil, ao que tudo indica, está apenas começando.

