Nathalia Urban por Milenna Saraiva

Esta seção é dedicada à memória da jornalista Nathalia Urban, internacionalista e pioneira do Sul Global

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Em reunião do Banco do BRICS, Dilma critica sanções e alerta para efeitos da guerra no Oriente Médio

Presidente do NDB destacou riscos ao abastecimento de petróleo e fertilizantes e ressaltou que sanções afetam mercados e cadeias globais

Dilma Rousseff (Foto: Captura de tela)
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247 - A presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Dilma Rousseff, fez críticas às sanções unilaterais e demonstrou preocupação com os impactos da guerra no Oriente Médio durante o 11º Encontro Anual do Conselho de Governadores da instituição, realizado em Moscou, na Rússia. As informações são da RT Brasil.

O encontro, promovido entre os dias 13 e 15 de maio, reúne autoridades governamentais, executivos do setor financeiro e especialistas internacionais para debater estratégias de financiamento, inovação e infraestrutura entre os países do BRICS.

Dilma critica sanções e alerta para crise energética

Durante discurso nesta sexta-feira (15), Dilma afirmou que o cenário internacional atravessa um período de forte instabilidade, com reflexos diretos sobre o comércio global, a segurança energética e as relações diplomáticas.

A presidente do Banco do BRICS, como o NBD é conhecido, classificou o conflito no Oriente Médio como uma guerra “de invasão” e alertou para os impactos geopolíticos e econômicos provocados pela escalada das tensões.

“Entre os riscos que já afetam os mercados globais, é preciso dar atenção especial à capacidade disruptiva das sanções unilaterais, que têm agravado a escassez de petróleo, gás e fertilizantes, em meio aos bloqueios no Oriente Médio”, declarou.

Segundo Dilma, as medidas restritivas adotadas por alguns países ampliam os efeitos da crise internacional e afetam cadeias de abastecimento, custos econômicos e fluxos comerciais em diversas regiões do mundo, especialmente na Europa.

Encontro com Putin e mensagem de Lula

Antes da abertura oficial do encontro, Dilma se reuniu na quarta-feira (13), no Kremlin, com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. O encontro tratou das atividades do NDB e da cooperação econômica entre os países-membros do BRICS.

Também participaram da reunião o vice-presidente do banco, Roman Serov, o vice-chefe da Administração Presidencial da Rússia, Maksim Oreshkin, e o ministro das Finanças russo, Anton Siluanov.

Durante a visita a Moscou, Dilma transmitiu ao líder russo uma mensagem enviada pelo presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Do ponto de vista do Brasil, o presidente Lula encaminha suas saudações, sua consideração e apreço”,,a firmou Dilma.

Reunião debate inovação e desenvolvimento em Moscou

Criado pelos países do BRICS, o Novo Banco de Desenvolvimento foi concebido como uma alternativa de financiamento para projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável. O bloco, fundado em 2009, busca ampliar a coordenação política e econômica entre economias emergentes e defender maior equilíbrio na governança internacional.

A programação do encontro inclui seminários técnicos e debates sobre temas considerados estratégicos para os países-membros, como inteligência artificial, energia nuclear, infraestrutura, saúde, educação, inovação tecnológica e ativos virtuais.

Segundo os organizadores, o objetivo da edição deste ano também é ampliar o intercâmbio entre empresas russas e representantes internacionais dos setores financeiro e tecnológico.

O evento reúne executivos de instituições financeiras de mais de dez países, além de delegações oficiais e especialistas convidados. A agenda inclui ainda apresentações de tecnologias desenvolvidas por empresas russas nas áreas de indústria, inovação e tecnologia.

Dilma Rousseff e integrantes do Conselho de Governadores do NDB participam das principais sessões do encontro, além de uma coletiva de imprensa prevista para o encerramento da programação.

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