Nathalia Urban por Milenna Saraiva

Esta seção é dedicada à memória da jornalista Nathalia Urban, internacionalista e pioneira do Sul Global

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Rússia volta a defender maior representatividade da América Latina na ONU

Posição foi reiterada em sessão da Assembleia Geral sobre a reforma do Conselho de Segurança

O logotipo das Nações Unidas adorna uma janela na sede da ONU (Foto: REUTERS/Jeenah Moon)
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247 - A Rússia reiterou nesta segunda-feira (15) sua defesa de uma reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que amplie a participação de países em desenvolvimento da América Latina, da Ásia e da África. A posição foi apresentada durante sessão da Assembleia Geral da ONU dedicada ao debate sobre mudanças na estrutura do órgão. As informações são da RT Brasil.

Moscou voltou a se posicionar contra propostas que priorizem a ampliação da representação da Europa Oriental, argumentando que a reforma deve concentrar esforços na inclusão de regiões historicamente sub-representadas no sistema internacional.

Durante o encontro, a encarregada de negócios da Missão Permanente da Rússia na ONU, Anna Evstigneeva, afirmou que a tese de que a Europa Oriental estaria sub-representada é "bastante discutível". De acordo com a diplomata, essa interpretação "contradiz o objetivo central da reforma", que seria ampliar a presença de países em desenvolvimento no Conselho de Segurança.

Debate sobre a reforma

A reunião da Assembleia Geral teve como foco a identificação de convergências e divergências entre os Estados-membros sobre a reforma do Conselho de Segurança. Entre os temas discutidos estiveram o direito de veto, as categorias de membros e os critérios de representatividade regional.

Segundo Evstigneeva, embora persistam diferenças entre os países sobre diversos aspectos da reforma, houve avanços no debate em torno do veto. A diplomata afirmou que um número crescente de delegações considera pouco provável a eliminação desse mecanismo, deslocando as discussões para possíveis restrições voluntárias ao seu uso.

Apoio ao Brasil

A Rússia também voltou a destacar seu apoio à candidatura do Brasil a uma vaga permanente no Conselho de Segurança. O posicionamento vem sendo reiterado por Moscou em diferentes ocasiões nos últimos anos. Em janeiro de 2025, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, declarou que Brasil e Índia "há muito tempo merecem" ocupar assentos permanentes no órgão.

Na ocasião, Lavrov afirmou que "o Ocidente já não é capaz, como na época colonial, de impor suas ordens ao mundo e desviar a riqueza dos países da Ásia, África e América Latina", defendendo uma governança internacional mais alinhada à atual distribuição de poder global.

Mais recentemente, em fevereiro deste ano, Rússia e Brasil divulgaram declaração conjunta na qual Moscou classificou Brasília como um "forte e natural candidato a membro permanente". O documento também defendeu mudanças que tornem o Conselho de Segurança mais representativo por meio da inclusão de países em desenvolvimento da América Latina, da Ásia e da África, em consonância com as transformações da ordem internacional.

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