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Evo Morales condena bombardeio dos EUA contra a Venezuela e diz que país “não está só”

Ex-presidente da Bolívia classifica ofensiva como “brutal agressão imperial” e afirma que ação viola a soberania venezuelana

Evo Morales (Foto: REUTERS/Agustin Marcarian)

247 – O ex-presidente da Bolívia Evo Morales publicou uma mensagem nas redes sociais neste sábado em que repudia “com total contundência” um bombardeio dos Estados Unidos contra a Venezuela, classificando a ação como uma “brutal agressão imperial” e afirmando que ela viola a soberania venezuelana.

A declaração foi feita em um post publicado por Morales, no qual ele também expressa apoio direto ao povo venezuelano. “Toda nossa solidariedade com o povo venezuelano em resistência. ¡Venezuela no está sola!”, escreveu.

O conteúdo do post é curto, mas politicamente explosivo. Ao usar a palavra “bombardeio”, Morales eleva o tom da denúncia e enquadra o episódio como um ato de guerra. O ex-presidente boliviano, uma das principais lideranças históricas do campo progressista da América Latina, costuma se manifestar em defesa da autodeterminação dos países da região, especialmente quando identifica ações de Washington que considera intervencionistas.

“Brutal agressão imperial” e denúncia de violação de soberania

No texto, Morales afirma:

“Repudiamos com total contundência o #bombardeio dos EUA contra a #Venezuela. É uma brutal agressão imperial que viola sua soberania. Toda nossa solidariedade ao povo venezuelano em resistência. A Venezuela não está só!”

A fala ecoa uma posição recorrente em setores políticos latino-americanos que denunciam a retomada de práticas de pressão e intervenção militar como forma de reposicionamento estratégico dos Estados Unidos no continente.

Repercussão regional e risco de escalada

A manifestação de Morales reforça a dimensão regional do episódio e tende a alimentar reações políticas em outros países da América do Sul e do Caribe, principalmente entre lideranças que defendem a preservação da região como zona de paz, em contraposição a ações militares externas.

Ao destacar que “Venezuela não está só”, o ex-presidente boliviano sinaliza apoio político e simbólico à resistência venezuelana e busca consolidar uma narrativa de solidariedade continental diante do que define como agressão imperial.

Clima de tensão e pressão internacional

A denúncia feita por Morales surge em meio a um ambiente de forte tensão internacional envolvendo a Venezuela, com declarações, operações e acusações que vêm se acumulando nos últimos meses e que, para muitos observadores, recolocam o país no centro de disputas geopolíticas ligadas a soberania, segurança regional e controle de recursos estratégicos.

A repercussão do post amplia o impacto político do episódio e pode contribuir para a formação de um novo ciclo de mobilização diplomática e partidária na América Latina, especialmente se houver desdobramentos concretos no terreno militar ou novos posicionamentos oficiais de governos da região.

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