
O paradoxo de Ormuz e a hora do Brasil
Ao transformar energia em risco e previsibilidade em ativo, a crise no Golfo redesenha alianças e abre ao país uma função inesperada no novo equilíbrio global

Jornalista e analista de Risco Institucional e Geopolítica. Foi consultor do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) em Xangai, diretor de Relações Institucionais da GAC Brasil e secretário de Imprensa da Presidência da República
24 artigos
A crise desencadeada pelos EUA não revela a perda de poder da Casa Branca, mas algo mais profundo: a erosão da previsibilidade que sustentava o Ocidente
A guerra no Golfo recoloca a energia no centro da economia global. Mas no Brasil, a crise já não cabe na lógica dos preços — ela começa a afetar a vida nacional
Com Lula e o adversário empatados, o risco é o fator surpresa: a crise importada do diesel
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Mesmo com fim da guerra, petróleo reagirá lentamente e pressionará o Brasil, analisa Olímpio Cruz Neto
Quando os incentivos do setor petrolífero colidem com o interesse nacional é sinal de alerta
Em Dubai, o barril já bateu em US$ 166. O Brasil precisa sair da armadilha enquanto exporta o petróleo e importa a crise do diesel
A sobrevivência de Pequim está em jogo, mas o Brasil ainda não percebeu que está diante de um cavalo de Troia
Por que a Geopolítica da Reciprocidade é a única estratégia viável para o Brasil no mundo de Robert Kagan
Como a expansão chinesa de NEVs desafia a capacidade do Brasil de negociar poder, tecnologia e autonomia
Nas eleições gerais de 2026, rotular IA não basta. Precisamos ter prova, cadeia de custódia e um novo papel para o árbitro