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Boulos recebe caminhoneiros no Planalto em meio à crise global do petróleo

Alta do combustível pressiona categoria e Planalto tenta evitar paralisação com novas medidas e fiscalização do frete

Brasília (DF) 21/01/2026 - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, participa do programa Bom Dia, Ministro Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênc)

247 - O governo federal realiza nesta quarta-feira (25) uma reunião com representantes dos caminhoneiros no Palácio do Planalto, em meio à crescente tensão provocada pela alta do diesel, informa o jornal O Globo. O encontro ocorre após a possibilidade de paralisação da categoria ganhar força nos últimos dias, impulsionada pelo aumento dos custos operacionais e pelas queixas relacionadas ao cumprimento do piso mínimo do frete.

A iniciativa faz parte de uma articulação conduzida pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), para reduzir o risco de greve e abrir diálogo com o setor. 

Nas últimas semanas, a pressão sobre os caminhoneiros se intensificou com a elevação do preço do diesel, influenciada pelo cenário internacional, especialmente pelo agravamento das tensões no Oriente Médio. O impacto direto tem sido o aumento dos custos do transporte de cargas, o que tem ampliado a insatisfação entre os profissionais do setor.

Diante desse quadro, o governo passou a reforçar medidas para garantir o cumprimento da tabela do frete. Entre as ações anunciadas recentemente está o aumento da fiscalização e o endurecimento das punições para empresas que descumprirem os valores mínimos estabelecidos. As sanções incluem multas mais severas e até a suspensão do direito de operar no transporte de cargas em casos de reincidência.

Uma medida provisória também foi publicada prevendo penalidades progressivas, que podem chegar à proibição da atividade para infratores. A iniciativa busca dar maior efetividade às regras já existentes e atender às demandas da categoria, que cobra maior rigor na aplicação da legislação.

Além das discussões com os caminhoneiros, o governo avalia ampliar o diálogo para outros setores ligados à cadeia de combustíveis, com o objetivo de construir soluções mais abrangentes para o transporte no país. Entre as propostas em análise estão possíveis mudanças nas regras de descanso obrigatório dos motoristas, apontadas por representantes da categoria como um fator que impacta diretamente a produtividade.

O conjunto de medidas e negociações em andamento reflete a tentativa do governo de conter o avanço da crise no setor e evitar uma nova paralisação nacional, em um momento de instabilidade econômica e pressão sobre os preços dos combustíveis.

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