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Caso Master: Moraes vira alvo de CPMI por suposto acesso a dados de Vorcaro

Líder da oposição pede que CPMI questione STF sobre acesso do gabinete de Alexandre de Moraes a dados do banqueiro

Alexandre de Moraes (Foto: Luiz Silveira/STF)

247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes passou a ser alvo de questionamentos na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS após um requerimento apresentado pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). O parlamentar pediu que a comissão investigue se o gabinete do ministro teve acesso a dados da investigação envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro de forma irregular.

Segundo o Metrópoles, Marinho encaminhou o pedido ao presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG). O objetivo é que o Supremo Tribunal Federal esclareça quais bases de dados teriam sido acessadas pelo gabinete de Moraes no contexto das apurações relacionadas ao chamado Caso Master.

Pedido de esclarecimentos ao STF

No requerimento enviado à comissão, o líder da oposição menciona uma nota oficial divulgada por Alexandre de Moraes na semana passada. No comunicado, o ministro negou ter recebido mensagens de Daniel Vorcaro no dia da primeira prisão do banqueiro.

Na mesma manifestação, Moraes afirmou que seu gabinete teve acesso a uma “análise técnica” dos dados telemáticos de Vorcaro. Para Rogério Marinho, entretanto, a explicação levanta dúvidas sobre o alcance das informações às quais o gabinete do ministro teria tido acesso.

Questionamento sobre acesso a dados

Na avaliação do senador, a conclusão apresentada na nota do ministro sugere que o material analisado poderia ir além das informações divulgadas publicamente pela imprensa. “A nota produzida a pedido do ministro Alexandre de Moraes revela inconsistência grave: ou a conclusão técnica apresentada ultrapassa os limites do material analisado, ou o acesso ao acervo sigiloso desta CPMI foi obtido por vias que precisam ser esclarecidas”, afirmou Marinho no documento.

O parlamentar sustenta ainda que a conclusão mencionada por Moraes “pressupõe o acesso integral ao acervo telemático do banqueiro”. Para o senador, tal avaliação não poderia ter sido realizada apenas com base no material que veio a público nos últimos dias.

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