Caso Master: PF avalia pedir ao STF quebra de sigilo de fundo ligado a Toffoli
Pedido deve ser enviado ao STF no âmbito da investigação que apura fraudes bilionárias do Banco Master
247 - A Polícia Federal deve solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a quebra de sigilo do fundo Maridt, ligado a familiares do ministro Dias Toffoli, no contexto das investigações sobre as fraudes bilionárias do Banco Master. O magistrado, até o momento, não é formalmente alvo do inquérito.
Segundo a CNN Brasil, os investigadores pretendem aprofundar a apuração para verificar se houve eventual prática de corrupção passiva. O caso envolve a análise de movimentações financeiras e possíveis conexões entre o fundo e recursos atribuídos ao banqueiro Daniel Vorcaro.
PF envia autos ao STF após indícios
A Polícia Federal encaminhou os autos do inquérito ao STF após identificar indícios de possível crime envolvendo o magistrado no âmbito de investigação que estava sob sua responsabilidade. O envio foi fundamentado no artigo 33 da Lei Orgânica da Magistratura, aplicável quando há “indício da prática de crime por parte do magistrado”.
De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, agentes da PF avaliam que o novo relator do caso, ministro André Mendonça, poderá “destravar” as apurações. A atuação do ministro em outros processos é considerada “positiva”, e ele é descrito como “correto”.
Fundo Maridt e participação em resort
O fundo Maridt, do qual Dias Toffoli admitiu ser um dos sócios após a divulgação do relatório da PF, detinha participação no resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). A fatia foi vendida a um fundo ligado a Daniel Vorcaro.
Mensagens apreendidas nos celulares do banqueiro, mencionadas em relatório de cerca de 200 páginas entregue ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, também fazem parte do material analisado pelos investigadores. A PF pretende realizar novas diligências para rastrear o caminho do dinheiro e esclarecer os fatos.
Posicionamento do gabinete do ministro
O ministro tem negado reiteradamente qualquer irregularidade. Em nota, o gabinete de Dias Toffoli afirma que todas as operações ocorreram de forma regular e que as declarações financeiras da empresa e de seus acionistas “sempre foram devidamente aprovadas”.
A CNN Brasil informou que procurou o gabinete do ministro, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem.


