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Linha telefônica do STF na mira da CPMI do INSS foi ativada no dia em que Moraes foi aprovado para o Supremo

Documento indica que o número está vinculado institucionalmente ao STF, sem identificação do usuário direto

Alexandre de Moraes (Foto: Victor Piemonte/STF)

247 - Uma linha telefônica que passou a ser alvo da CPMI do INSS foi ativada em 22 de fevereiro de 2017, mesma data em que o Senado aprovou a indicação de Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal (STF). A coincidência temporal integra o conjunto de informações analisadas pela comissão parlamentar.

De acordo com o SBT News, os dados foram obtidos por meio do Sistema de Investigação de Registros Telefônicos e Telemáticos (Sittel), ferramenta do Ministério Público que permite acessar registros cadastrais de linhas telefônicas. O documento indica que o número está vinculado institucionalmente ao STF, sem identificação do usuário direto.

Número apareceu em agenda de banqueiro

A investigação ganhou força após a identificação do telefone na agenda do banqueiro Daniel Vorcaro, onde estava registrado como “Alexandre de Moraes Brasília”. Segundo o jornal O Globo, o número teria trocado mensagens com o empresário poucas horas antes de uma ordem de prisão contra ele, em novembro do ano passado.

Entre os registros analisados, consta o envio de uma mensagem de visualização única contendo a pergunta: “alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”.

Ministro contesta autenticidade

Em nota, Alexandre de Moraes afirmou que uma análise técnica conduzida pelo Supremo apontou inconsistências nas informações. Segundo o ministro, as imagens enviadas por Vorcaro no dia da prisão “não conferem” com seus contatos.

Apesar disso, parlamentares que mantêm interlocução com Moraes relataram que o número em questão era utilizado pelo ministro. Ainda segundo esses relatos, ele teria substituído o telefone em fevereiro deste ano.

CPMI cobra informações do Supremo

Diante dos elementos reunidos, o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), encaminhou um ofício à Diretoria-Geral do STF solicitando informações detalhadas sobre os usuários da linha ao longo dos últimos cinco anos.

O pedido estabelece prazo de dois dias úteis para resposta, em meio ao avanço das apurações que buscam esclarecer a relação entre o telefone investigado e os fatos analisados pela comissão.

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