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Michelle apela a Gilmar Mendes por prisão domiciliar para Bolsonaro

Relator do processo no STF, Alexandre de Moraes rejeitou recentemente mais um pedido da defesa para conversão da pena em prisão domiciliar

Michelle Bolsonaro (Foto: Reuters/Amanda Perobelli)

247 - A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro procurou nesta semana o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para solicitar uma audiência e defender a concessão de prisão domiciliar a Jair Bolsonaro (PL), informa Andréia Sadi, do G1. O pedido tem como base alegações sobre o estado de saúde do marido, que atualmente cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. De acordo com relatos de bolsonaristas, a avaliação no grupo é de que Bolsonaro não teria condições clínicas de permanecer preso em regime fechado.

Jair Bolsonaro está detido na sede da Polícia Federal desde novembro, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após condenação por tentativa de golpe de Estado. O relator do processo no STF, ministro Alexandre de Moraes, rejeitou recentemente mais um pedido da defesa para a conversão da pena em prisão domiciliar.

Durante o encontro com Gilmar Mendes, ministro decano da Corte, Michelle Bolsonaro relatou estar vivendo um drama pessoal e reforçou o apelo em favor do marido. Nos bastidores, aliados alegam que haveria divergências internas no STF quanto à posição adotada por Moraes, o que teria motivado a ex-primeira-dama a buscar interlocução com outros ministros para sensibilizá-los a dialogar com o relator do caso.

Procurado, Gilmar Mendes confirmou que a reunião ocorreu, mas optou por não comentar o conteúdo da conversa.

O histórico médico de Bolsonaro tem sido usado pela defesa como argumento para a mudança de regime. Bolsonaro já passou por cirurgias e foi submetido a procedimentos para tentar conter crises recorrentes de soluço. Na semana passada, ele passou mal e sofreu uma queda no local onde cumpre a pena. Por solicitação dos advogados, foi levado a um hospital para exames e, em seguida, retornou à custódia da Polícia Federal.

Condenado em setembro, Bolsonaro permaneceu até novembro em prisão domiciliar, sob monitoramento eletrônico, após violar medidas restritivas impostas pela Justiça. Em 22 de novembro, por ordem de Alexandre de Moraes, teve a prisão preventiva decretada e foi transferido para a sede da PF depois de tentar danificar a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. Três dias depois, o Supremo Tribunal Federal encerrou o processo relacionado à tentativa de golpe e determinou o início do cumprimento definitivo da pena.

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