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Michelle nega ter recebido vídeo de Eduardo enviado a Bolsonaro

Ex-primeira-dama busca afastar suspeita de violação da prisão domiciliar

Michelle Bolsonaro (Foto: Isac Nóbrega/PR)

247 - A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro negou o envio de vídeo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro a Jair Bolsonaro (PL) e busca afastar suspeitas de descumprimento das regras impostas ao ex-mandatário por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A manifestação ocorre após questionamentos sobre possível violação das restrições da prisão domiciliar, que proíbem o acesso a meios de comunicação.

Segundo o jornal O Globo, Michelle divulgou nesta segunda-feira (30) uma nota para esclarecer que nenhum conteúdo produzido por Eduardo Bolsonaro foi enviado ou exibido ao ex-presidente. A declaração foi motivada pela repercussão de uma fala do deputado durante um evento nos Estados Unidos.

Declaração de Michelle

No comunicado, Michelle afirmou que não houve qualquer envio de material. “Nenhum arquivo foi encaminhado pelo deputado Eduardo”, declarou. Ela acrescentou ainda que, “ainda que algo tivesse sido recebido, de forma alguma o material seria mostrado ao ex-presidente”, ressaltando a proibição de acesso a celulares. A nota também reforça que “todas as determinações estão e continuarão sendo cumpridas em sua integralidade”.

Fala de Eduardo no CPAC

A controvérsia começou após declaração de Eduardo Bolsonaro durante a conferência conservadora CPAC, realizada nos Estados Unidos. Em seu discurso, ele afirmou estar gravando um vídeo para o pai, o que gerou dúvidas sobre o cumprimento das restrições judiciais.

“Vocês sabem por que estou fazendo esse vídeo? Porque estou mostrando para o meu pai e vou provar para todos no Brasil que você não pode barrar prendendo injustamente o líder desse movimento, Jair Messias Bolsonaro”, disse.

Regras da prisão domiciliar

A decisão que autorizou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, após alta hospitalar para tratamento de broncopneumonia, estabelece a proibição de uso de celular, telefone ou qualquer forma de comunicação externa, direta ou indireta, inclusive por intermédio de terceiros.

As regras também determinam controle sobre visitas. Pessoas autorizadas devem entregar aparelhos eletrônicos antes de entrar na residência, e filhos que não residem com o ex-mandatário podem visitá-lo apenas às quartas-feiras e aos sábados, em horários definidos.

Prazo dado por Moraes

Diante da repercussão do caso, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a defesa do ex-mandatário se manifeste em até 24 horas. O magistrado já havia negado um pedido para ampliar o regime de visitas e alertado que o descumprimento das condições pode levar à revogação da prisão domiciliar, com retorno ao regime fechado ou transferência para unidade hospitalar.

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