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Ministros do STF não descartam possível fatiamento do caso Master

Avaliação é de que a PGR pode optar por denunciar os fatos centrais e propor o desmembramento de trechos da investigação

Sessão plenária do STF - 05/11/2025 (Foto: Victor Piemonte/STF)

247 A permanência do ministro Dias Toffoli na relatoria do caso Master tem provocado discussões internas no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a necessidade de dividir o inquérito. Ministros da Corte avaliam que o volume de provas e a ampliação do escopo das investigações tornaram o processo extenso e complexo, levantando dúvidas sobre a viabilidade de concentrar todo o material em um único procedimento.

Debate interno no STF sobre a condução do caso

Segundo a coluna da jornalista Basília Rodrigues, do SBT News, há no tribunal uma expectativa de que as investigações levem à apresentação de denúncia pela Procuradoria-Geral da República (PGR), chefiada por Paulo Gonet. A avaliação é de que a PGR pode optar por denunciar os fatos centrais que justificaram a chegada do caso ao Supremo e, paralelamente, propor o desmembramento de outros trechos da apuração.

Essa estratégia permitiria que parte do material fosse remetida à primeira instância da Justiça ou redistribuída entre outros ministros do STF, a depender da natureza de cada núcleo investigado.

Prazo ampliado e possível denúncia da PGR

O inquérito teve o prazo prorrogado e foi ampliado em mais 60 dias, período que se encerra em março. A partir desse marco, a PGR poderá formalizar o pedido de denúncia, etapa que transforma o inquérito em ação penal.

Em despacho datado de 6 de janeiro, divulgado pelo SBT News, o ministro Dias Toffoli afirmou que verifica-se “que as investigações levadas a efeito no inquérito que estava em curso na 8º Vara Federal Criminal de São Paulo são ainda mais amplas do que aquelas objeto da ‘Operação Compliance’”.

Investigação envolve venda de ativos ao BRB

O caso Master apura a venda de ativos do banco ao Banco Regional de Brasília (BRB). O avanço das investigações ocorreu a partir de depoimentos e de quebras de sigilo, que revelaram novos elementos além dos inicialmente apurados.

Até agora, foram deflagradas duas fases da Operação Compliance Zero. A segunda etapa aprofundou a análise de suspeitas de irregularidades relacionadas a fundos de investimento.

Volume de provas impulsiona discussão sobre desmembramento

De acordo com fontes que acompanham o processo, a própria condução do inquérito tem demonstrado que o caso reúne múltiplas frentes investigativas. Essa avaliação sustenta a tese de que dificilmente todo o conteúdo permanecerá concentrado em um único inquérito no Supremo, reforçando a defesa, dentro da Corte, de um eventual desmembramento para dar andamento mais eficiente às apurações.

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