Para garantir protagonismo, Hugo Motta prioriza PEC sobre fim da escala 6x1 e ignora projeto do governo
Presidente da Câmara afirmou que a tramitação da PEC que altera a jornada de trabalho seguirá normalmente
247 - A Câmara dos Deputados decidiu manter o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6x1, mesmo após o envio de um Projeto de Lei em regime de urgência pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a redução da jornada de trabalho. A Casa legislativa optou por seguir com seu próprio cronograma, reforçando a condução do debate sobre o tema.
Segundo a CNN Brasil, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a tramitação da PEC continuará normalmente, priorizando um processo mais amplo de discussão em relação à proposta do Executivo.
Defesa por debate mais amplo
Ao justificar a decisão, Motta destacou a importância de manter o foco na PEC, considerada por ele mais abrangente. “O PL do governo contra a 6x1 foi apresentado ontem e na Câmara seguiremos com o cronograma de PEC. Porque temos assim um âmbito maior de discussão e teremos a proposta mais equilibrada possível, dando espaço para que todos possam participar”, afirmou. A declaração indica a intenção da Câmara de liderar o debate sobre a jornada de trabalho, ampliando a participação de diferentes setores na construção da proposta.
Calendário de votação definido
O presidente da Câmara também detalhou o cronograma de análise da PEC 6x1. De acordo com ele, as sessões da semana serão dedicadas ao tema até a sexta-feira (17), preparando a votação inicial. “Essa semana terá sessão até sexta (17) para tratar da 6x1. Para que a votação se dê na CCJ na próxima quarta (22), depois do feriado”, disse Motta. A proposta será analisada inicialmente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Após essa etapa, um relator deverá ser designado para conduzir a matéria nas fases seguintes.
Protagonismo do Legislativo
A decisão de manter a PEC em tramitação, mesmo diante da iniciativa do governo, evidencia a disputa por protagonismo no Congresso Nacional. Ao preservar seu calendário, a Câmara busca assumir a liderança na discussão sobre mudanças na jornada de trabalho.


