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Presidente da CPMI do INSS defende afastamento de Alexandre de Moraes do STF

Senador Carlos Viana afirma que, “em um país sério”, ministro deveria deixar o cargo até o fim das investigações sobre o caso Banco Master

Carlos Viana (Foto: Reprodução Youtube)

247 – O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), defendeu o afastamento do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, até a conclusão das investigações relacionadas ao caso Banco Master. As declarações foram dadas em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.

Segundo o parlamentar, a permanência de Moraes no cargo durante as apurações não seria adequada diante da gravidade das suspeitas. “Em qualquer país sério, o ministro Alexandre de Moraes estaria afastado do cargo até que a investigação terminasse e nós determinássemos se ele tem culpa ou não nessa história”, afirmou.

Mensagens atribuídas elevam questionamentos

O caso envolve mensagens enviadas pelo ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, a um número funcional do STF. De acordo com Viana, já há confirmação de que o telefone pertence à Corte, mas ainda não foi identificado quem estava com o aparelho no momento das conversas.

O senador ressaltou a importância de esclarecimentos por parte do Supremo. “O número que aparece naquela mensagem é um número funcional do Supremo. Cabe agora, se nós tivermos essa condição na investigação, que o Supremo nos responda com quem estava aquele número de telefone no momento em que o Vorcaro manda a mensagem”, declarou.

Ele também informou que pretende oficiar o STF para obter essa informação, o que pode aprofundar a investigação conduzida pela CPMI.

Conteúdo das mensagens

As mensagens teriam sido enviadas no dia da prisão de Vorcaro, em novembro de 2025. Em uma delas, o banqueiro afirma ter tentado agir para “salvar” a situação envolvendo a venda do Banco Master e pergunta ao suposto interlocutor se havia “alguma novidade”.

O conteúdo foi recuperado do celular de Vorcaro, mas não inclui respostas, pois as mensagens foram trocadas no modo de visualização única, que impede o registro permanente das conversas.

Moraes nega contato

Em nota, o ministro Alexandre de Moraes negou ter recebido ou respondido às mensagens e classificou as alegações como falsas.

“O ministro Alexandre de Moraes não recebeu essas mensagens referidas na matéria. Trata-se de ilação mentirosa no sentido, novamente, de atacar o Supremo Tribunal Federal”, afirmou.

Tensão entre poderes

As declarações do senador ampliam o clima de tensão entre o Legislativo e o Judiciário, em meio a investigações que envolvem figuras de alto escalão.

A CPMI do INSS segue com os trabalhos e deve avançar na coleta de informações nas próximas semanas, enquanto cresce a pressão por esclarecimentos sobre o caso.

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