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STF tenta intimar Mario Frias por caso Dark Horse, mas deputado não é encontrado em endereço fornecido pela Câmara

Deputado é alvo de apuração pelo envio de emendas parlamentares ligadas ao filme sobre Jair Bolsonaro

Deputado federal Mário Frias (PL-SP) (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)
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247 - O deputado federal Mario Frias (PL-SP) não foi localizado por um oficial de Justiça em novas tentativas de intimação relacionadas a uma investigação sobre o envio de recursos públicos para a produção do filme Dark Horse, sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro (PL). 

Segundo o G1, o Supremo Tribunal Federal (STF) tenta notificar Frias sobre uma apuração envolvendo “possíveis irregularidades na execução de recursos de emendas” destinados ao Instituto Conhecer Brasil, ONG ligada à produção do longa.

Gabinete diz que deputado está em missão internacional

De acordo com o relatório encaminhado ao STF, um contato telefônico foi feito com o gabinete do parlamentar no último dia 13 de maio. A secretária informou que Mario Frias estava em missão internacional e que “não havia informação sobre a data de seu retorno”.

Aliados do deputado afirmaram, segundo a reportagem, que Frias estaria no Bahrein até esta segunda-feira (18), em meio à repercussão do caso envolvendo o financiamento do filme.

O oficial de Justiça também tentou contato com um assessor do parlamentar, mas registrou que “o telefone celular sempre desligado”.

Endereço informado pela Câmara estava desatualizado

Em nova diligência realizada em Brasília, o oficial compareceu ao endereço fornecido pela Câmara dos Deputados ao STF. No entanto, o deputado também não foi encontrado no local. Segundo o relato enviado ao Supremo, “o zelador informou que o intimando não reside no endereço há ao menos dois anos”. “Dessa forma, sem êxito no cumprimento da diligência, devolve-se o presente mandado”, ressalta um trecho do documento.

STF investiga repasses para filme sobre Bolsonaro

A investigação foi aberta após representação apresentada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que solicitou apuração sobre repasses destinados à produção do filme Dark Horse.

Mário Frias aparece no caso como produtor executivo do filme. Segundo a denúncia, ele teria direcionado R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Ferreira da Gama, produtora do longa. Em 21 de março, o ministro do STF Flávio Dino determinou que Frias se manifestasse em até cinco dias sobre os fatos relatados na ação.

Filme ganhou repercussão após prisão de banqueiro

O documentário Dark Horse passou a receber maior atenção após reportagens apontarem que a produção teria sido financiada por Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, atualmente preso em Brasília.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu ter participado das negociações envolvendo o projeto e de cobranças feitas a Vorcaro e reconheceu que cerca de R$ 61 milhões teriam sido repassados ao filme antes da prisão do empresário.

Câmara afirma não ter identificado irregularidades

Em manifestação enviada ao STF, a Câmara dos Deputados afirmou que analisou as duas emendas parlamentares citadas por Tábata Amaral e declarou não ter encontrado irregularidades.

Segundo a área técnica da Casa, “a fase de prestação de contas pelos beneficiários ainda se encontra em curso, cabendo às entidades destinatárias demonstrar a adequada aplicação dos recursos”.

A Câmara também afirmou que “os procedimentos observaram integralmente a legislação de regência e os parâmetros constitucionais aplicáveis; verificou-se compatibilidade entre os objetos das emendas e os instrumentos de execução”.

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